quinta-feira, 7 de julho de 2011

ACABOU O PESADELO/O DUELO !

I

Nas redondezas de Lisboa,
Nem sempre o que se apregoa
Como uma coisa boa,
Que corresponde
A verdade,
Porque na realidade,
Alguém
Magoa
Um homem,
OU uma instituição
Está ou tem estado na destruição
Dum humilde
Coração!

II

Acabou, no passado
Dia cinco do corrente mês,
O pesadelo,
O duelo
Entre a Câmara
De Loures
Com uma simples criatura
Que apenas queria plantar flores
E amores
Nos arredores,
Sobretudo
Naqueles que estima,
Naqueles que adora,
Naqueles que ama,
Acabando
A Câmara
De uma vez,
Para sempre, com esse reles,
Chutando-o com uns pontapés !

III

A Câmara
Chutou,
Não hesitou,
Nem tão pouco respeitou
O que sempre prometera
Aos seus munícipes
Aquando das eleições legislativas de dois mil e nove,
Sobretudo, ao um dos príncipes
Do Chão Manjaco
Na terra
Do branco!
E assim,se move,
Quando alguém não se comove
Com os sentimentos
Dos outros sujeitos!

IV

A Câmara
De Loures
É das piores
Câmaras do País,
Uma das mais
Brutais
Instituições
Que não respeita os direitos fundamentais
Do Homem,
Prosseguindo dia
Após dia,
Com as demolições
Das barracas,
Permitindo que outras pessoas sejam cada vez mais ricas
À custa das desgraças
De centenas de mulheres, homens e crianças
Em constantes deambulações!

V

É verdade
O que vos transmito,
O que emito
Em palavras
Nuas
E cruas:
A crueldade,
A barbaridade
Da municipalidade
Da localidade
Onde
Procurei a hospitalidade
Da sociedade.

VI

Oh! Como agora
Apenas vejo
O resíduo
Do trabalho árduo
De um indivíduo
Que sonhara
Com a liberdade,
A felicidade
À beira do Tejo !

VII

A demolição
Da minha habitação,
Não pode ser vista como a minha condenação,
Mas, quiça,
A desgraça
Traga a salvação,
A esperança,
Pujança
E a presença
Do meu espírito
Que sempre estivera em sobessalto!

VIII

A Câmara
De Loures,
Nos arredores
De LIsboa,
Nos seus afazeres,
Magoa
E fere
Seres;
Ignora
Os seres
Humanos;
Não lhes considera
Dignos
De direitos,
E assim,lhes tira
Tectos
E os empurra
Para
A mendicidade,
A dependência,
A marginalidade,
A delinquência
Para
Assaltos
Frequentes
e Constantes
Em todas as partes!

IX

Chegou
O fim
Para o que vim,
Quando
Tudo se estragou,
O que se construiu
Sobre o capim
Para o delfim
Que se serviu
De um sonho
Risonho
Para os trilhos
Dos seus filhos!

X

Mas, apesar de tudo,
De tudo
O que tem perdido,
O Sr. Ndo,
Vai percorrendo
O mundo,
Procurando
Tudo
O que seja dourado,
Esquecendo
As mágoas que lhe têm infringido,
De forma a permitir
O provir
mais encorajador
Dos que estão seu redor.

XI

A coragem
E a detrminação
Deste homem,
Guirão
O seu percurso,
Mesmo sinuoso,
Pedindo, apenas a Deus,
A saúde,
Trabalho,
O brilho
E a felicidade
Enquanto viver
Paraque não possa, de ninguém depender!



PRIOR VELHO(5ªfeira), 07/07/2011.

MATTOS ( NDO )

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