domingo, 22 de setembro de 2013

RECUAR/ E PERDOAR/


I

Recuar,
para poder dar
Um  passo
Em frente,
Não é necessariamente,
Um retrocesso.

EU ESCREVO/ E DESCREVO/ TUDO O QUE ME APOQUENTA DE MOMENTO/


I

O desprezo
É tanto
E até
Ultrapassa
O espaço
Do meu teto,
O limite
Da minha casa.

II

Vangolria-se,
Ri-se
De forma
Como me "chuta"
Da cama ;
acotevela-me,
Me afasta
com nojo
De me dar um beijo,
porque já não sou ninguém,
porque sou um zé ninguém.

III

Conta os amigos
Da forma como me rejeita,
Da forma como me rejeita,
Da forma como me repugna
E me emprurra
Como um estranho.

IV

Já não existe
Um pingo
De amor,
Mas sim, uma aversão,
Uma rejeição
Profunda.

V

Já não se trata
De me fazer
Sofrer,
Mas já não precisa de mim.

V

Meu Deus,
Ajadai-me a libertar-se
Desse sofrimento terrível,
Dessa privação,
Desse inferno.


VI

Todos,
Já me rejeitam,
Me zombam,
Me gozam,
Dizendo que não tenho pulso,
Que não tenho personalidade.

PV CITY(SÁBADO- 05HORAS ), 27 DE JULHO DE 2013.

KANKAMBAL-(NDO)

UM HOMEM EM CHEIO



         UM HOMEM EM CHEIO


I

Deus
Deu
A cada ser ,
A possibilidade
De ser
O que quiser,
Segundo
A sua capacidade.

II

A mi,
Reduziu
A faculdade
De opção
E de perceção
Face a multiplicidade
De condicionalismos.




III

Não sou capaz
De agir
Como homem
E fui dominado
E explorado
Durante muitas décadas
Por uma mulher.

IV

Será que sou
Um homem em cheio
E sem nenhum vazio?

V

Atualmente
Sou um homem
Odiado,
Desprezado,
Só pela mulher
Que eu pensava
Que me amava,
Mas também, pelos meus familiares,
Pelos meus filhos,
Pelos meus amigos.
O meu casamento já há muito que tinha acabado e chegou aos dias de hoje, porque ainda aceitava humilhações e vexames.
Como estas situações já acumuladas e já atingiram os que muito amo, nomeadamente o meu filho António, com a sua expulsão, então, já não existem condições para preservar e alongar este casamento há muito moribundo.
Os meus filhos conversaram com outros familiares, manifestando-lhes o seu desacordo com este casamento (essa fantochada), mas respeitavam os sentimentos do pai. Sofriam e sofrem com o sofrimento do pai, mas nada podiam fazer. O que devo fazer a esta situação?!

PV CITY(6ª FEIRA), 26 DE JULHO DE 2013.


       KANKAMBAL- (NDO)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O QUE NELSON MANDELA/ APELA/


 O QUE NELSON MANDELA
APELA


I
O resistente
Do sistema de Apartheid,
Com todo o meio ambiente
Envolvente
E até
Com a própria morte,
Nelson Mandela
Não se isola,
Não se cala,
Não se conforma,
Não se resigna,
Pela causa digna
Pelo que se pugna,
Porque ama
O seu povo,
Custe cada estorvo.

II

Parabéns,
MADIBA!
Parabéns
Nosso baba,
Pelos seus 95 anos de vida!

III

Nelson Mandela,
O Madiba,
O nosso “baba”,
É a mola
Que deve constar
Em cada costela
Da pessoa humana,
A súmula
Que reina
Em cada consciência,
Em cada democracia.

IV

A sua grandeza
Deveria estender-se
A todo o Planeta,
Para que a esperança
Não fosse
Apenas a simbiose
Oca,
Teórica,
Opaca
Mas sim, prática.

V

A magnanimidade
Da sua personalidade,
Deve ser o pressuposto,
O desiderato,
O projeto
De cada Nação,
De cada geração.

VI

O seu constante sorriso
Deve ser o sinónimo
Do rumo
Ao progresso,
A esperança
De cada criança
De um amanhã radioso.

VII

Quem na esfera
Mundial
Desta nossa terra,
Pode continuar
A almejar,
A sonhar
De um mundo melhor,
Um mundo colorido
De amor
Entre todos,
Como Nelson Mandela,
Depois de ter estado
Preso
Durante 27 anos
E continuar
A acreditar,
A sorrir
E a dançar ?!

VIII

Madiba,
És o estímulo,
O exemplo,
O modelo
De (para) todos os homens
Amantes da paz,
Da justiça,
Da esperança,
Da liberdade
E da democracia.

IX

És o paradigma,
O protótipo
Do nosso tempo,
O amálgama
Dos corações
Com muitas e boas aspirações.

X

Mesmo na cama,
Com o grande esforço dos médicos especializados
Ou com o auxílio da máquina,
O Madiba ainda teima
Em viver,
Porque ainda ama
Aquele que o pôs na tribuna,
Na ribalta:
O seu povo,
O objetivo
De toda
A luta
Da sua vida.

XI

O teu povo,
A tua gente
Grata,
O povo anónimo
Está ao teu lado
Neste momento
Derradeiro,
Duro
Do teu sofrimento.

XII

Oh! Mandela!
Quem dera
A cada um
Ter a tua costela,
Seguir a estrela
Que brilha,
Espalha
E difunde o amor,
A compreensão,
A ternura,
O afeto
De um coração
Para o outro coração,
Sem rancor,
Sem ódio
Que possa conduz ao genocídio,
Sem raiva,
Sem ressentimento
E que nos leve
A concórdia,
A coexistência-
-Pacífica
E sem bomba atómica
Na Síria,
No Iraque,
Na Turquia
Ou nas pacatas cidades de Bombaim ou  de Bubaque.

XIII

Pela tua saúde,
Pela tua generosidade
E combatividade,
Anelo
E apelo
A toda
A Humanidade,
Que siga a pisada
Da tua vida,
Pela felicidade
De cada individualidade
Ou personalidade.

XIV

Bem haja
Baba!

FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA- 5ª-FEIRA-PASTELARIA/PADARIA SEARA DA IGREJA- 11H57 MINUTOS), 18 DE JULHO DE 2013.

                                             KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)


quarta-feira, 17 de julho de 2013

O SER/ ÁVIDO DO SABER/



 O SER
ÁVIDO DO SABER

I
 Alguém a subir
A torre
E fugir
Ao que lhe fere,
Aqui na terra
Onde mora.

II
Tão longe
E tão perto,
Aquele que foge
Do sofrimento
Humano
Terreno.
III
Em todos
Os lares,
Em todos
Os lugares,
Em todos
Os mares,
Há seres
Superiores
E seres
Inferiores;
Há mestres
 E seus servidores,
Tanto no mar,
Como na terra e no ar.
IV
Os peixes
Estão fixes
Na água,
Como os homens na sua régua,
Na sua busca incessante
Da  cidade de Pádua,
O melhor ambiente
Para a vivência,
Para a existência.

V
A turbulência
Da inteligência,
Tem a sua proveniência
Na ganância
Da aquisição da sabedoria,
Para evitar a pancadaria
Na nossa democracia,
A autêntica hipocrisia
Da sociedade,
Da sociedade.

ESCOLA BÁSICA DE FREAMUNDE, 17 DE JULHO DE 2013.

                            KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)



sábado, 13 de julho de 2013

CHEGA DE APOIOS!/ É A HORA DE DESLIGAR OS FIOS!/





                                    CHEGA
                                    DE APOIOS!
                                    É A HORA
                                    DE DESLIGAR OS FIOS!

I

A trilogia ,
Deus,
Pátria
E Família,
Cobre os Céus.

II

Basta 
De apoios
Aos gatunos,
Que pensam
Que são os donos
Desta terra
E pisam
A malta!
É a hora
De desligar os fios!

III

O Presidente
Cavaco
Está no buraco
E repete
O apelo
Aos três partidos políticos:
PSD, CDS e PS,
Para o zelo
E a “Salvação
Da Nação.

IV

E os outros partidos
Da Assembleia?
São esquecidos
Ou excluídos?
Não fazem  partem da panaceia?

V

O compromisso,
Para o consenso
Abrangente
Solicitado pelo Presidente,
Para a “Salvação Nacional”,
É fundamental,
Mas é um nexo
Bastante complexo.

VI

O apelo
Já vem num momento tardio,
Depois de muito atropelo
E num estádio
Bastante doentio
Da coligação,
Desta governação.

VII
O Presidente
Acordou tarde demais,
Depois
De vários
Sinais
Da fragilidade
E debilidade
Da dupla PSD/CDS.


VIII
O apelo
Ao governo
De” Salvação Nacional”,
Deveria ser feito
Logo no início,
No princípio
Desta legislatura
E deveria estender-se
Aos outros partidos,
O BE, o PCP e os Verdes.
IX
Qual será a contribuição
Do PS nesse esforço,
Do consenso,
Do compromisso
Para a “Salvação Nacional”,
Para evitar o colapso,
O fosso
Da Sociedade Global?

X

É a urgência
Na convergência
Cívica,
Para a garantia
Da cidadania,
Para a eficiência
Da legitimidade democrática,
O apelo do Presidente das República,
Nesta crise política?


FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA-6ª-FEIRA- 13 HORAS), 12 DE JULHO DE 2013.

                                                   KAMBAL-MATTOS 

BANA/, O "REI DA MORNA" CABO-VERDIANA/,NOS ABANDONA!/ JÁ NÃO NOS ACENA/!



     
"BANA",
O" REI" DA MORNA
CABO-VERDIANA,
NOS ABANDONA!
JÁ NÃO NOS ACENA!

I
O gigante
Das mornas
Cabo-verdianas,
Natural de S. Vicente,
Despediu-se de nós
E ficámos
Sem a sua voz
Ao vivo.

II
Teremos
Que conformar
Com a sua partida
Desta nossa vida;
Teremos
Que conformar
Com os “emblemáticos “
Discos,
Nha  Terra
Ou  Rotcha Nú.


III
Os músicos,
Como Bana,
De seu nome verdadeiro,
Adriano Gonçalves,
Da “diva dos pés descalços”,
Cesária  Évora,
Tito Morais
E tantos outros,
Jamais serão esquecidos
Nas memórias o seu povo
E do mundo inteiro.

IV
Que a sua alma
Descanse
Em sossego
E em paz !

FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA- SÁB. – 19HRAS 10 MINUTOS), 13 DE JULHO DE 2013.

                                                  KAMBAL-MATTOS FERREIRA (NDO)

O QUE O DESTINO/ RESERVA/ A ESTE AFRICANO/DEPOIS DA GRANDE "SOVA"/?

   

                         O QUE O DESTINO
                          RESERVA
                          A ESTE AFRICANO
                          DEPOIS DA GRANDE”SOVA”?

I

Escolhemos
Sempre
O que semeámos,
O que plantámos,
Duma
Forma
Suave,
Leve
Ou acre.

II
Nunca sabemos,
Nunca prevemos
As consequências
Dos nossos atos,
Das nossas ações,
Porque não somos
Bruxos,
Porque não somos
Adivinhos.
III

Amamos,
Mas não sabemos
Ao certo
Qual o afeto
Daquele ou daquela que amamos,
Porque no momento,
Qual joga
Consoante o seu sentimento;
Navega,
Conforme o seu objetivo
E nunca revela
O seu lado nocivo,
A sua verdadeira
Cara
Ou costela.

IV
O amor,
É um jogo?
Um instinto
Animal
Distinto
Pelo racional,
E não apenas pelo emocional?

V
Mas se o amor,
For
Encarado,
Levado
Na perspetiva
E na verdadeira
Aceção da palavra,
Há quem salva,
Isto é, o resultado
Final,
Terá que ter um ganhador
E um perdedor.
Haverá sempre um mal.

VI

O amor,
Não deveria ter
Um vencedor
E um vencido.
O seu desfecho,
O despacho
Deveria ser,
De um empate,
Que a ambos, contente.

VII

Mas a idealidade,
É infelizmente
Diferente
Da realidade.
O amor processa-se independentemente
De cada vontade
Subjetiva,
Não objetiva.

VIII

Os atores
Movimenta-se nos corredores,
Segundo os seus intentos,
Seus projetos,
Submetem-se aos caprichos
Um do outro,
Num espetro,
Enquanto existirem trechos.

IX

No amor,
Os fracos,
Os débeis,
Os sensíveis,
Sucumbem
Nos buracos
Dos becos,
Porque não percebem
Que os seus pares,
Seus amores,
São lobos,
Que tinham curvado,
Que tinham escondido
Os seus rabos.
X
É agora
Nessa altura
Que surgem
Os críticos,
Aqueles que fingem
E empurram
Para os buracos
Mais fundos,
Esses débeis,
Esses seres frágeis,
Que eram cegos,
Meigos,
Esses seres que se tornam
Fúteis,
Inúteis
E são atirados
Para baixo,
Para o lixo,
Regados
Pelo ( com ) o repuxo
Dos poderosos,
Dos impiedosos,
Insensíveis
As dores
Daqueles ou aquelas que( foram ?) os seus amores,
Enquanto atores.

XI
No amor,
Reside
A eficácia,
Depende
Da inteligência,
Da astúcia
De cada ator,
E o desprevenido,
Tomba
Ou acaba
 Sempre, por tombar
Neste nosso mundo.
XII

Mas a vida
Continua!
Nada
Para;
Tudo voa,
Enquanto ainda
Se respira
E se tem a saúde,
Para enfrentar cada dificuldade,
Cada embate!
À frente,
É o caminho
Do sonho,
Em cada espinho!

FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA- SÁB. -11H45 MINUTOS), 13 DE JULHO DE 2013.

                                        KAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)

     

quarta-feira, 10 de julho de 2013

CIMENTEMOS O AMOR/, MESMO COM A DOR/


                                                      MESMO COM A DOR,
                                                      CIMENTEMOS O AMOR

I
Mesmo com a aversão,
Com a rejeição,
Com a expulsão,
Reguemos o coração
Com o amor
Como quem trata da flor
Do seu jardim,
Com frenesim
E primor.

II
Sei
No que pensei,
Mesmo com o perdão
Do meu condão,
Jamais esquecerei
O que passei
Aquele dia
Que alguém decidia
Atingir o meu âmago,
Deixando de ser meu amigo.
III
Mas amizade,
Não depende
Do que se vende
Da personalidade
Para conseguir o verde
Ou do que alguém nos pede.
Ela transcende
Tudo isso,
Mesmo que alguém agride
A nossa integridade,
A nossa suscetibilidade
E pretende
Que cheguemos (o nosso) o fosso.
IV
A amizade
É a relação humana
Mais nobre
Que pode haver entre
Entre os seres vivos;
A amizade
É um serviço,
Não espera recompensa
Pelos seus sentimentos;
V
Não quer contrapartidas,
Não considera a pessoa que escolheu
Para ser seu amigo,
 (NDO)
Como criatura irreal,
Conhece os seus defeitos
E assim o aceita,
Com todas as consequências.
VI
Quanto vale
Aquela amizade,
Em que só amamos o outro
Pela sua virtude
Fidelidade,
Confiança
E perseverança?
VII
Amamos cegamente
Ao longo dos tempos,
Durante décadas
E ficamos chocados
E perplexos
Quando nos ferem
Golpes fatais (...)
Porque amávamos
E estávamos amarrados,
Agrilhoados
A esta amizade.



VIII
A amizade
Que floriu
Nos momentos
Mais Funestos
E nos mostrou
A luz no fundo do túnel,
O sinal da esperança
De continuar a viver
Com muita força!

IX

Amemos com muito vigor,
Com amor,
Mesmo com a dor
No silêncio,
Mesmo com ódio,
Seja de quem for,
Ao redor,
Como nos ensinou o Senhor,
Nosso Criador.
FREAMUNDE ( PAÇOS  DE FERREIRA-5ª-FEIRA-02HORAS 22 MINUTOS), 11 DE JULHO DE 2013.

                                   KAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO)

O TIRO/ DO MAESTRO/ DO ÁRBITRO!


                                  O " TIRO"
                                   DO ÁRBITRO,
                                   DO MAESTRO


I

O silêncio
Do meu ofício,
Deve-se as razões alheias
E circunstanciais
Nestas alturas
Bastante austeras.


II

O que o país aguardava,
O que o que o país esperava
Ansiosamente
Do nosso Presidente
Da República,
Não era essa grande bomba
Lançada para a opinião pública.

III

Como irá feita
A  “omolete”
Proposta
Pelo Presidente
Para a "Salvação
Nacional"
Que não seja a solução
Encontrada,
Apresentada
Pela Coligação,
Considerada
Ideal ?

IV

O sr. Presidente
Da República
Sugere,
Propôs
Aos partidos
Que subscreveram
O memorando
Com a TROIKA,
Um compromisso
De "Salvação Nacional".
Como é que cada partido
Digere
Esta advertência
No contexto da democracia,
Sabendo a priori,
A existência
De divergência
Entre os três atores?

IV

Bastante confuso
Com o discurso
Do Presidente
Da República,
O representante
Máximo
Da Nação,
O cidadão
Comum, encara essa "faísca"
Que belisca
A estabilidade política,
A senda que nos salva
Do abismo,
De uma forma apreensiva!




IV

Será que estou
A usar as minhas faculdades
Mentais
E pessoais
Corretamente,
No que concerne
À instabilidade política
Que afeta o nosso país!

VI

Porquê a ameaça
Das eleições legislativas
Antecipadas em Junho de 2014,
Se os partidos da Coligação
Afirmam terem apresentado
Uma solução viável
E credível?

VII

Que sabor
Terá a” omolete”
Do Presidente
Para cada ator?

    VIII

E que papel
Terá os outros partidos
Com assento parlamentar,
No governo da "Salvação Nacional"?
Estarão excluídos
Pelo facto de não terem assinado
O pacto de memorando
Com a TROIKA?

    IX

O equívoco
Do discurso,
Do Presidente,
Deixa o povo
Muito triste
E também confuso
Pelo que sonha
E pelo seu amanhã!
(Continua)
FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA, 4ª-FEIRA- 21HORAS), 10 DE JULHO DE 2013.

                                       KANKAMBAL- MATTOS 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

QUAL É O DESÍGNIO/ DO MEU ANTÓNIO/?!



                                                       QUAL É O DESÍGNIO
                                                       DO MEU FILHO ANTÓNIO?!


I
Cada dia,
Peço a Misericórdia
De Deus,
Que ilumine
Os trilhos
Dos meus filhos,
Sobretudo
Do meu querido
Khalifane!

II

Deus,
Omnipotente,
A fonte
Da Criação
Divina, humana,
De cada criatura
Na Terra,
Pai dos Céus,
Dê-me a força
E perseverança
Para continuar
A suar
No caminho
Do meu sonho:
A saúde
E a felicidade
Dos meus.

III
A cada insulto
Ao meu filho,
Fere o meu orgulho;
É o meu grande
Sofrimento
E atinge à minha dignidade.

IV

Sonhava
Com a felicidade do meu António
Em companhia da Vivy!
Era o meu grande desejo,
O grande desígnio
Para o meu António !



V
Que escolhesse m
Uma pessoa certa!
Mas quem eu sou
Para desejar
Uma pessoa certa
Para o meu António?
Ele deve escolher o seu destino,
O seu caminho,
O seu sonho !

FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA- 20H20 MINUTOS- 3ª-FEIRA), 05 DE MARÇO DE 2013.

                                    KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA      

A SELVA/ CULTIVA/ E SALVA/ A MINHA EVA/



                       A SELVA
                       CULTIVA
                       E SALVA
                      A MINHA EVA

I

Nas roças,
Cumulativamente
Vi  rosas
E moças
Formosas,
Que deram
O encanto
Ao meu rosto,
Que estava triste.

II

Em S. Tomé,
Peguei no leme
Em direção à Água Grande,
Onde
Está a minha divindade,
Aquela que me dá a felicidade.


III
Aqui na Europa,
Não encontro a rampa
Para ir à minha Pampa,
A minha
Rainha
Equiparada a minha
Nhanha,
Respetivamente a Rainha
Dos Bijagós
E dos Manjacos.

IV
Tanta
Tinta
Gasta
Nesta
Escrita,
Para encontrar a Santa
Que me encanta.

FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA), 10 DE MAIO DE 2013.

      KANKAMBAL-MATTOS FERREIRA (NDO)

A MORTE/DE UM HOME INDECENTE/, kADHAFI

A MORTE/DE UM HOMEM INDECENTE/,kADHAFI

ALGUÉM PARTE/ PARA A ARTE

Alguém parte

Para a arte

Do seu semelhante,

Desde às origens

Dos homens

nas paisagens

virgens,

Até à nossa era

Na Terra.

Uma viagem aliciante,

Empolgante,

Ainda que distante

No presente,

Um objectivo

Atractivo

Para os estudantes

Do Ensino Básico e Secundário,

Eis o percurso

Sinuoso,

Mas delicioso,

o o nosso abecedário.

A ARTE DO RENASCIMENTO

ESTOU EM ´FERIAS EM PERIPÉCIAS

FILHO/, POSSO ESTATRCEGO/, MAS CONTINUO A SER O TEU AMIGO/

FILHO, FUJA DAS GENTES PÉRFIDAS!/FUJA DAS GENTES PERDIDAS!/

I Não valerá pena Tão pelejar, Pelo que a gente desejar, O que cada um te ensina, Como em cada dia se portar E assim nos ignora e nos abandona, Mais tarde ou mais cedo Ñesta poltrona Que Deus nos tem dado! II O meu filho Ignora Cada palavra, Cada conselho E apenas insiste Na mentira E cada dia mente E esquece O que lhe engrandece E apenas lhe padece! III E a vergonha Mata Este filho De Nhanha De tanta tua peta Junto dos que o ama, Junto dos que o estima. IV E as pequeninas, O que aprenderão Contigo Como amigo, Como irmão, Se se nada de bom ensinas? Se nenhum exemplo Em cada dia dás? Se és simplemente um dolo Entre as fadas?! V Tenho Muita pena Da minha sina, Com a frustração do sonho Que alimentava desde Quínara Até a minha querida Évora, Onde há 27 anos me formar4a!

A FORÇA / DA ESPERANÇA/


I

A força
Do acreditar,
Para conquistar
A confiança
Dos que nos amam,
Dos que nos estimam,
Dos que nos rodeiam,
Dos que nos norteiam,
Leva-me
A aventurar,
Leva-me
A procurar
Cada vez mais
A felicidade,
O bem-estar
Do ser humano.

II

Em Lisboa,
Já estava
Asfixiado,
Rodeado
Por todo
O lado,
Por todo
O mundo,
Bastante
Triste,
Preocupado
De tanta mágoa
E tristeza
Naquela
Baliza,
Naquela
Casa!

III

Já não existia
Na minha vivência
Diária ,
Nenhuma alegria,
Nenhum amor,
Mas apenas e só
A angústia,
A dor,
A dó
De cada cada notícia !

IV

Logo,
Logo,
Apercebi-me
Que estava
Em causa
O meu bom nome,
A minha honra,
A minha reputação,
A minha postura
E tudo o que me lesa,
Como cidadão,
E  então,
Resolvi sair,
Fugir
Dessa monotonia,
Desse inferno,
Ir
Para o outro reino
De rigoroso inverno,
Que reunia
Outras condições,
Indo ao encontro das minhas ambições
Pessoais
E profissionais.

V

E aqui estou
E vou
Em Freamunde,
Terra de hospitalidade
Deste hóspede
Que sou,
Apesar do frio,
Pois, é necessário
Muito sacrifício
Pelo desafio,
Para obter o benefício
Próprio,
Em vez de viver
E depender
Exclusivamente
Do subsídio
Do Estado,
Estar totalmente
Derrotado
E acomodado.

VI

Levanto-me
Todos os dias
E revejo-me
Nos meus filhos,
Nos seus trilhos
E abomino-me
Pelas misericórdias
Desde que haja saúde,
Pois, temos que lutar
E conquistar
A prória felicidade,
Contando,
Contudo,
Com alguma sorte
Diariamente.


VI

Esta é a força
Da esperança
Que me guia,
Que me orienta
Dia
Após dia,
Pois, quando se acredita,
E se alicerça
Em alguma coisa,
Algo se alcança.

FREAMUNDE (SEXTA-FEIRA, 11H07 MINUTOS), 22 de FEVEREIRO DE 2013

ESPERAVA QUE AMESTERDÃO/ NÃO FOSSE A MALDIÇÃO/ DO DRAGÃO/ !




AS CHAMAS/ DAS LÁGRIMAS/ NOS MEUS POEMAS POEMAS/


I

 A visita
Da "Ponta"
Naquela vista
Recôndita,
Naquela mata,
Naquela encosta
Onde cada um labuta
Para que haja sempre festa
A partir de sexta,
Me incita
Cada vez à luta!

II


Na "Lala",
Onde via
A correria
De cada gazela,
Onde cada uma tomava a senda
Quando os habitantes da Vila
Resolviam fazer uma "queimada"
Para conseguir a manada,
Oferenda
Que se dá
À tabanca
Em cada
Época!


III

Lembro-me,
Do certame,
Em nome
Daquele que tinha renome
E cognome
De "M,NTE Brene",
Que matava a fome
E alguém, assim come
E consome
O que  que alguém assume
Em grande volume!

IV

Lembro-me
Do charme
Do tempo de meninice,
Não havia a chatice,
Mas apenas a prvoíce!
Não havia
Nenhuma  notícia
Da  malandrice
Em cada face,
Mas apenas a inocência
Da infância !

V

Nós, crianças,
Formávamos
Dois grupos
Opostos:
De um lado,
Os torristas,
Do outro,
Os tugas
 E combatíamos  heroicamente,
Um em cada frente!

VI

Uncatchon
E kambleche,
Armando
E Fernando
Em Empada
Na enxurada
Da chuva
E depois cada um leva
Uma sova
Do avô
Domingo
Kathothiul...!








RELATÓRIO DE AUTO-AVALIÇÃO/ FREAMUNDE



RELATÓRIO DE AUTO-AVALIAÇÃO-                             FREAMUNDE

I
Eis a senda
Que de novo,
Me envolvo
À demanda
Do que não tenho
E foi sempre o meu sonho
Desde muito novo.

    II
Não deixado
Ser derrotado
Pelos problemas pessoais
E familiares,
Acompanho
O desempenho
Dos meus colegas
Em todos os lugares,
Em todos os sítios,
Em todos os ofícios
E assim ultrapassa todas as chagas.

III
Sem poder
Esquecer
O sofrimento,
O tormento
Do meu querido filho
Atualmente em Lisboa,
Na minha ausência,
Pela víbora
Da minha senhora,
Que agora
Demonstra
A sua verdadeira
Faceta
Duma dama hipócrita.

IV

Tirou-lhe tudo:
O quarto,
A cama,
O colchão,
O guarda fato,
O espaço,
A televisão,
A casa de banho,
A dispensa,
A comida
Que já não cozinha
O suficiente,
A carne que assa,
Que grelha,
Mas que não chega
Para ele…!



  V

O pretexto
Desta
Cobra,
Desta víbora,
Desta senhora
Tem sido a mesma;
O drama
Da dama
Que não ama,
Disfarça,
Engana,
Fita
Os que não a conhecem,
Os que não a conhecem
De perto,
Dos que não convivem diariamente
Com ela.

VI

E eu sofro
Porque adoro
A ambos;
Todos são os meus cacimbos,
Os que me despertam para a vida,
Para a caminhada
De cada
Madrugada.

VII
OH! Santo António!
O padrinho
Do meu António,
Do meu filhinho!
Vinde ao meu (nosso) auxílio!
Dai-me o alívio
De tanto martírio!
Levai-me para o purgatório
Antes da minha morte
E protejais aquele inocente!

VIII

Oh ! Santo
António,
O sofrimento
Deste sujeito
É tão óbvio
Mesmo para qualquer símio,
Mas que as pessoas não descobrem,
Que as pessoas não vêem
No seu rasto
Enrugado e já quase roto!





IX

Enquanto uns riem,
O menino
Ndo,
Aqui  apunhalado ,
Chora
A amargura,
A tortura
Do seu filho
Algures
Em Lisboa,
Ali no concelho,
A mágoa
De quem
Não tem
Ninguém!


           X

Foi Deus
Que quis
Que estivesse
A passar estes momentos
Tão delicados
Ou minha inconsciência
Como pessoa humana,
Caindo em maus caminhos,
Nos braços duma víbora,
Pensando que me amara
Na verdadeira
Aceção da palavra!

XI

O que desilusão
Duma paixão
Que já dura há mais de três décadas!
Feridas
Que levarão
Uma geração
A cicatrizar-se!
É como de uma crise
Se tratasse!

XII
OH! Que visão
Míope
Do príncipe
De Pelundo,
Do Príncipe
De Baboque,
Do príncipe
De Utiacôr,
Em Banjumpôr,
Traído
Pela pessoa que muito amara,
Que muito confiara
Como que se estivesse
A receber nesta crise,
Um cheque
Nas mãos duma deusa
Formosa!


XIII
Na Escola
Secundária
De Freamunde,
O silêncio
Não abala
A minha seriedade
Como professor
De História,
Apesar da dor
Que quase me lança
Para o precipício
Neste momento;
Momento
Que me arrasa,
Momento
 Tão conturbado
Para o menino Ndo!

Santo
António,
Dê forças
Para o menino António
Neste momento de grande sofrimento!



ESCOLA FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA, QUINTA –FEIRA, 08H 40 MINUTOS), 13 DE JUNHO DE 2013.

                            KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO