I
Os meus filhos
São as peças,
As lanças
Que afrouxam as desgraças
Que acompanham o meu percurso,
Em cada espaço,
Em cada momento
Funesto
Em que, heroicamente,
Resisto
Como um ser inerte.
II
Os meus filhos,
São tantos trilhos
Que ao longo da história
Da minha vida
Me têm dado muita alegria,
A razão essencial,
Fundamental
Da minha caminhada,
De longe
Até hoje,
Vou resistindo,
Vou vivendo,
Contra todas
As dificuldades,
Contra todas as vicissitudes.
III
Os meus filhos
São como os espelhos
Postos,
Colocados
Em todos
Em os quartos,
Em todos
Os cantos,
Em todos
Os ângulos,
Para que possa perspectivar
Os mais zelos
Que um ser
Deve ter,
Os cuidados
Que deve levar.
IV
Quando a solidão
Me arrebata,
Refugio-me na escrita
Para desbravar a escuridão
E encontrar a claridade
Que eleva a personalidade
Para novos horizontes,
Para espaços mais distantes
E recônditos,
Onde habitam outros sujeitos,
Mais radiantes
E confiantes
Num mundo melhor,
Com mais amor
E solidariedade.
V
A minha alegria
Reside
Na confiança
Que tenho
Na criança,
No sonho
Que alimento desde
A minha infância,
Adolescência,
Juventude,
Até a esta fase
Da terceira idade,
Da decrepitude,
Em que a crise
Se apodera
Da criatura.
Os meus filhos
São os meus ídolos,
Os meus ícones,
Como o são também os meus velhos,
Nhanha e Farã Matos,
Aqueles que me trouxeram ao mundo.
VI
Por eles,
Luto,
Por eles,
Combato,
Por eles,
Pugno
Como um ser humano
Digno,
Neste mundo dorido
E conturbado.
VII
O meu sonho
De sempre
Como um tigre,
É e sempre
Será
A sua saúde
E felicidade
Nesta terra.
VIII
Que conquistem,
Que procurem
O seu bem-estar
Com esforço,
Afinco,
Dignidade
E honestidade.
PV CITY, 26 DE NOVEMBRO DE 2011.
MATTOS ( NDO)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
NALEMPE/ALEMPE/OFICIALMENTE/JÁ NÃO EXISTE/
I
O milagre
Do tigre
Que abre
O seu sabre
Sobre
A lebre
Silvestre,
Faz febre
Neste pobre
Nobre.
II
Supersticioso
E teimoso,
Faço
Cada verso
Manso,
Mas denso,
Sem nexo,
Que eu mexo
Submerso
Num poço.
III
A poesia
É a fantasia
Da pessoa
Solitária,
Sem alegria,
Vivendo na monotonia,
Sem guia,
Nem mestria
Para concretizar a filosofia
Que o seu todo envolvia.
IV
As tristezas
Diversas,
Difusas
Em muitas cabeças,
Patenteiam divisas
Que não têm musas
Nas suas casas,
Mas sonham com justiças
Onde se encontram(habitam) crianças.
V
Hoje,
Tão longe,
Com azáfama
Dessa pobre alma,
Na loja do Cidadão,
Em Odivelas,
A tratar o Bilhete
De Identidade,
O Cartão
Do Cidadão,
O Cartão
Do Utente,
O Cartão
De Contribuinte,
O Cartão
De Segurança Social
E o Registo Criminal
E ainda
À Ida
À Câmara Municipal
De Loures.
Tantos corredores
E tantas dores!!!
VI
E no final do dia,
Tanta agonia
No início da noite
Com a notícia
Da morte
De um ente
Querido: Um sobrinho!
Fiquei tristonho
Sem nada puder
Fazer!
Bubacar! Bubacar! Bubacar!
Na Guiné-Bissau!
PV CITY(SEXTA-FEIRA), 11/11/11
MATTOS( NDO)
O milagre
Do tigre
Que abre
O seu sabre
Sobre
A lebre
Silvestre,
Faz febre
Neste pobre
Nobre.
II
Supersticioso
E teimoso,
Faço
Cada verso
Manso,
Mas denso,
Sem nexo,
Que eu mexo
Submerso
Num poço.
III
A poesia
É a fantasia
Da pessoa
Solitária,
Sem alegria,
Vivendo na monotonia,
Sem guia,
Nem mestria
Para concretizar a filosofia
Que o seu todo envolvia.
IV
As tristezas
Diversas,
Difusas
Em muitas cabeças,
Patenteiam divisas
Que não têm musas
Nas suas casas,
Mas sonham com justiças
Onde se encontram(habitam) crianças.
V
Hoje,
Tão longe,
Com azáfama
Dessa pobre alma,
Na loja do Cidadão,
Em Odivelas,
A tratar o Bilhete
De Identidade,
O Cartão
Do Cidadão,
O Cartão
Do Utente,
O Cartão
De Contribuinte,
O Cartão
De Segurança Social
E o Registo Criminal
E ainda
À Ida
À Câmara Municipal
De Loures.
Tantos corredores
E tantas dores!!!
VI
E no final do dia,
Tanta agonia
No início da noite
Com a notícia
Da morte
De um ente
Querido: Um sobrinho!
Fiquei tristonho
Sem nada puder
Fazer!
Bubacar! Bubacar! Bubacar!
Na Guiné-Bissau!
PV CITY(SEXTA-FEIRA), 11/11/11
MATTOS( NDO)
NALEMPE/ALEMPE/OFICIALMENTE/JÁ NÃO EXISTE/
I II
Milagre Supersticioso
Do tigre E teimoso,
Que abre Faço
O seu sabre Cada verso
Sobre Manso
A lebre E mexo
Silvestre, Em cada laço
Faz febre Sem nexo,
Neste pobre Submerso
Nobre. Num poço.
III IV
A poesia As tristezas
É a fantasia Diversas,
Da pessoa Difusas
Solitária Em muitas cabeças,
Sem alegria, Patenteiam divisas
Vivendo na monotonia, Que não têm musas
Sem guia, Nas suas casas;
Nem mestria Mas sonham com justiças
Para concretizar a filosofia Em todas as balizas
Que o seu todo envolvia. Onde se encontram(habitam)crianças
Indefesas.
V VI
Hoje, E no final do dia,
Tão longe, A tristeza e a agonia
A azáfama Da morte
Dessa pobre alma, De um ente
Na loja do Cidadão, Querido:um sobrinho
A tratar o Bilhete Que me deixou tristonho
De Identidade, E triste
O cartão Toda a noite!
Do Cidadão, Bubacar! Bubacar! Bubacar!
O Cartão Na Guiné-Bissau
Do Utente, E eu sem nada puder
O Cartão Fazer!!!
De Contribuinte,
O Cartão
De Segurança Social
E o Registo Criminal
Em Odivelas
E ainda
A ida
À Câmara Municipal
De Loures.
Tantos corredores!
E tantas dores!
PV CITY, 11/11/11.
MATTOS (NDO)
Milagre Supersticioso
Do tigre E teimoso,
Que abre Faço
O seu sabre Cada verso
Sobre Manso
A lebre E mexo
Silvestre, Em cada laço
Faz febre Sem nexo,
Neste pobre Submerso
Nobre. Num poço.
III IV
A poesia As tristezas
É a fantasia Diversas,
Da pessoa Difusas
Solitária Em muitas cabeças,
Sem alegria, Patenteiam divisas
Vivendo na monotonia, Que não têm musas
Sem guia, Nas suas casas;
Nem mestria Mas sonham com justiças
Para concretizar a filosofia Em todas as balizas
Que o seu todo envolvia. Onde se encontram(habitam)crianças
Indefesas.
V VI
Hoje, E no final do dia,
Tão longe, A tristeza e a agonia
A azáfama Da morte
Dessa pobre alma, De um ente
Na loja do Cidadão, Querido:um sobrinho
A tratar o Bilhete Que me deixou tristonho
De Identidade, E triste
O cartão Toda a noite!
Do Cidadão, Bubacar! Bubacar! Bubacar!
O Cartão Na Guiné-Bissau
Do Utente, E eu sem nada puder
O Cartão Fazer!!!
De Contribuinte,
O Cartão
De Segurança Social
E o Registo Criminal
Em Odivelas
E ainda
A ida
À Câmara Municipal
De Loures.
Tantos corredores!
E tantas dores!
PV CITY, 11/11/11.
MATTOS (NDO)
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