sexta-feira, 10 de agosto de 2012

QUE PENA/A MINHA SINA

I Eu sou obrigado A divagar Em cada lugar Pelo destino Humano; Sou obrigado a escrever, Para não perecer! II A sina Que me abandona, Me ensina A não estar triste Em cada instante E a seguir Sempre em frente, Sempre a sorrir. III Sorrir, Para fingir Que tudo está bem, Para que ninguém Entristeça E que todos os meus, Vivam Na Graça De Deus! IV Sou obrigado a escrever E a descrever Como estou a viver Sem prazer Da pessoa que eu amo, Da pessoa que eu estimo. PRIOR VELHO, 09 DE AGOSTO DE 2012 MATTOS (NDO)

SOU UM FILHO/, AQUELE EM QUE TINHA MUITO ORGULHO/

I Baba, Quando É que acaba O semba Da loba Da farroba? II De todas As formas, Lutei Mesmo sem meios Para conseguir as fadas, Que todas As damas Anseiam ! III Mas cada vez Mais, Deparo obstáculos Das demais Formas Que me impedem A concretização Desses desideratos. IV Mas a luta, Continua Para a conquista Séria E digna, Como a raça Africana Com muita esperança. V Não tenho nada, Senão Aqueles dois anjinhos Que Deus me dera, Que Deus me concedera Com uma grande prenda, A benção Divina Na minha condição Humana! VI Eu não invejo O que vejo. Pugno Com arrojo Para conseguir O que é digno, O que é humano, Sem nunca desistir! VII Eu sou uma pessoa Que tem Orgulho, Quem tem Pudor, Que tem Vergonha Na cara. Sou um homem Que luta com muito suor, E de carácter; Quero sempre ser Alguém E alguma coisa ter, Porque o meu pai Fora De trabalho E também Sou filho De Nha Nhanha. VIII Eu apenas,queria Que o meu filho Tivesse o orgulho Do meu trabalho, Apesar do meu falho! Eu queria Que o meu filho Tivesse empenho Naquilio que faz E que vivesse em alegria E em paz, Trabalhando com responsabilidade E dignidade! IX Peço a Deus, Que oiça A minha prece Em cada dia, Que conceda a misericórdia, A força Ao meu filho, Para superar as várias Tentações De várias E más copmpanhias! X Que Deus o ilumine Como bisneto De Khalifane, De Docudjune, Como neto de Farã Matos, Neto de Tymanane! PRIOR VELHO(SEXTA-FEIRA- 11H30- R. MOÇAMBIQUE, LOTE 137-2º DTº), 10 DE aGOSTO DE 2012. MATTOS ( NDO )

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O PASSEIO/, UM MEIO/ DE DEVANEIO/

I Do Prior Velho, À feira do Relógio, E desta Para o Prior Velho, Encaminhei, Caminhei Sozinho Reflectindo . II A solidão, Obriga Este cidadão, A encontrar a solução Que o liberte desta Praga, Desta Chaga. III Há uns anos Atrás, Era feliz Neste país, Porque estava rodeado De meninos Que eram o meu mundo. IV Agora, Vivo uma agrura, Vivo uma mentira, Uma palavra Que me é bastante cara. V Do amor Floreado, Ei-me agora Numa dor Bastante dolorida, Bastante dorida Do amor fingido. VI Sou rejeitado Na cama Por uma Dama, Que tanto amava! Era para mim, Uma Diva Neste mundo, Estando, Presentemente, Quase no meu fim E muito triste. VII Ou já não existe O amor E apenas , A compaixão. VIII Fazemos o amor, Quando ela Pela compaixão E não pela paixão, Depois de tanta teimosia E insistência Da minha parte. IX Já não me deixa Tocá-la, Abraçá-la, Acariciá-la, Quanto mais beijá-la! X Será Que a senhora Tem nojo Do meu beijo? Depois de tantos anos?! XI Sinto Muito, Pelo sofrimento Deste casamento, Que está em desmoronamento, Quiçá haja já um sujeito Como substituto, Um Engenheiro Com muito Dinheiro?! XII Escrevo, Porque devo Informar O que está a passar Atualmente, Presentemente Comigo. XIII Já não existe Uma única mescla Por parte Dela, De amor E já não fala Do seu grande amor, Do seu "maridão", Como ela Me chamava Outrora Naquele tempo Quando eu era O outro "tipo", Quando eu era Alguém, Porque hoje, sou um zé ninguém! XIV Agora Estou apenas a trabalhar Para pagar As minhas pragas, Para pagar os( meus) imensos pecados Cometidos! XV Estou a escrever Para denunciar O meu estado De espírito; Para denunciar O( meu) sofrimento No casamento Naquele apartamento, Naquele tecto! XVI No silêncio, Transmito O meu desperdício, Resultado do meu vício. PV CITY(R. DE MOÇAMBIQUE, LT 137), 08 DE JULHO DE 2012 MATTOS ( NDO )

O CORAÇÃO MUITO MAGOADO

I Saber Que se ama E que não é amado, Que se troca De cama Por um amor do passado, Que somos substituídos Por amores do passado(antigos), São dores Profundas! II Tenho medo De falar Do Inácio; Tenho medo De falar Do António(Tony); Tenho medo De falar Do Mário, Pois, são os meus rivais, Não são homens banais, Porque representam um passado Bastante pesado, Um passado Com muito peso, Como(segundo)eu penso. III Alguém Que saiba Ao fundo O que é verdadeiramente Amor; Alguém Que saiba Piamente E com rigor, O que é amor , Tem Pena e dor De quem Acaba nesta situação, Nesta preocupação. IV Quem Não tem A dor E só pensa Num instante , Só pensa Em frente, E nada Lhe apoquenta, Nada Lhe preocupa. V ...Da lei Que eu violei, Que não assimilei, OH! Santo Deus! (Pai de todas as criaturas), Desta, Não voltarei A pisar, A cometer! VI Páro Aqui e espero Que Deus me lave, Que Deus me leve Bem leve, Para muito longe! PV CITY, 26 DE JANEIRO DE 2004. MATTOS ( NDO )

O MEU PEITO/ É UM LEITO/

I O que eu sinto No meu peito, É uma mescla De raiva E de revolta. II Ninguém Sabe, Ninguém Compreende, Ninguém percebe O que este Homem Tem Na sua mente: Perceber E abraçar Outros filhos Que não são meus; Mas fi-los Como do meu próprio sangue. LISBOA,29 DE JUNHO DE 2012. MATTOS (NDO )

O TOQUE/DO BATUQUE/ EM BABOQUE/

I Tomo a liberdade E a ousadia De falar Da terra Onde passei A minha adolescência E a minha juventude. Solto A língua E berro Como um touro À procura do toureiro Da minha terra: Utiacor, Pdtchimane, Karronkan, Bekul, Bukukuth, Pepal, Utcunhe, kanou, Lompath, Etc., etc... lISBOA,29 DE JUNHO DE 2012. MATTOS (NDO)

TANTA COIS/NESSA/CABEÇA/, PARA DIZER/ E PARA ESCREVER

I Mamã Que ama, Que não desgosta, Mesmo que alguém lhe bata, Faz sempre mimo. II O pai, A mesma coisa, Não remunga, Não Zanga; Teima E engraça III O meu filho, Anonimamente Escreveu E enviou-me uma mensagem dizendo: Sentimos saudade Em certos momentos Da nossa vida E de certas pessoas Que passaram por elas. Vim aqui dizer que sinto a sua falta" IV Com cansaço, Com sono ER sem descanso, Este menino Reflete o estado De alma do NDO, Um homem abandonado, Rejeitado Por todos. V Eu sou o tambor De Utiacor. Anuncio o amor Para cada morador Em redor. VI Procuro Na imensidão, O condão Mais sincero, Mais humano E benigno No planeta Em que cada um habita. VII "Ndesane", Filho de Nha Nanha, Também conhecida por Tymanane, Neto de Docudjune, E de Khallifane, Está numa montanha Inacessível E impossível De subir E atingir. Os seus gritos, São assuntos Nas bocas de todos Os sujeitos, Postos Em todos Os cantos, De todos Os quartos, Em todos Os lares, Em todos Os lugares E em todos Os momentos. PV CITY, 29 DE JUNHO DE 2012. MATTOS ( NDO )

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A SINA/ DE QUEM ENSINA/

I Há vinte e dois anos Que estou nisso E ainda não sei Até quando Esse rumo, Sem prumo, Terá o seu termo Definitivo, Colocando Ndo Como efectivo! II O mundo Gira À volta Do sr. Ndo E não pára Com a sua órbita. III Já dei Volta Ao mundo, Navegando Com um rei Desafogado Em cada órbita, Em cada floresta, Em cada planeta, Mas sem resultado Desejado E sonhado. IV Já ensinei A milhares De alunos Que se formaram Como doutores, Engenheiros, Arquitectos, Mestres De obras, Mas ainda não me reformei, Nem tão pouco Encontrei Um lugar cativo Na educação, Como era O meu objectivo, Como era A minha ambição, Desde A Universidade De Évora! LISBOA, 29 DE JUNHO DE 2012. MATTOS (NDO )

domingo, 5 de agosto de 2012

Reflexões de um homem

No dia 26 de Junho de 2012, Ndo escreveu para a Natty: "Foste uma grande dama, porque amas o teu filho e os teus netos. De todas as formas que foste espinhada e que te pisaram,tu, portaste-te como uma grande mãe.! Provaste ao mundo e a todos os que te rodeiam, que o amor suplanta sempre qualquer atrito, qualquer ódio. Eu já não suportava mais ver-te sofrer, a fazer tudo, mesmo estando exausta, estoirada e doente.A postura perde-se, se se respondermos na mesma moeda, se respondermos à letra todas as provocações/reações exteriores.! Foste digna de uma mãe na verdadeira acepção da palavra.! Foste uma digna mãe africana! Por isso, felicito-te, mãe, neste aspecto; rendo-me aos teus encantos e aos seus atributos e às tuas virtudes. Agora, é a vez de também prestares atenção às meninas que escolheste como tuas filhas e também um pouco de atenção àquele que também escolheste como companheiro, como marido. As nossas relações estavam degradando dia após dia, porque já não tinhas mais tempo para nós(as tuas pequeninbas filhas e eu ). Sáudo-te pela paciência, tolerância e amor.

COM UMA SEBENTA/ E UMA CANETA/,NDO REGISTA/.

I Livre Quando niinguém Não nos prende E não ferimos ninguém Também. II Em todos os momentos, Eu estou sempre em conflitos Comigo Próprio, Em monólogo, Em diálogo, Em trio Como os outros Nos meus encontros. III Em todos os momentos, Tenho os problemas com os carros. IV Nunca tive Um bom carro! V Sempre tenho Carros, Mas só sucatas! V Tenho relações Frias, Distantes Com os que, comigo, Coahabitam. VI Duarante quase um ano, Suportámos Mais de doze pessoas Em casa! Hoje, a casa, Está a reduzir o seu peso, Pois, a Macú E os seus filhos, Vão-se embora Para a Guiné- Bissau, Isto é, regressam(4 pessoas). VII Registo Tudo O que tenho Visto , Bem como o que tenho Ouvido Ao longo desse tempo, O desconhecido, O incógnito, Porque desde o meu nascimento Que tem vindo A acontecer cada facto Imprevisto No meu trajecto.(trajeto). VIII Desconhecendo A própria mãe, Só o pai Me tem protegido Desde a infãncia, Pois a minha juventude Tem sido Entregue Às andanças E ao caminho Do meu sonho. IX As dificuldades Têm crescido Dia Após dia Na minha vida. X Hoje, Eu como um monge, Rio De vida Ao próprio Modo Como tem sido O meu passado. XI A Helma, Mal se levanta Da cama, Todos vem cumprimentar: " Bom dia, pai. Bom dia, mãe, Bom dia Kelcy, Bom dia Ruth".... Contrariamente à própria mãe, Que eu, constantemente Cumprimento E muitas das vezes, não me responde. XII A arrogância, O abuso do poder Económico...ela senta-se durante horas e horas No sofá, teclando, vendo Facebook Ou falando pelo telemóvel ou pelo telefone E a todos sujeita e manda fazer qualquer coisa E apenas a Net....... XIII Não ajuda a sogra em nada, não faz rogorosamente nada:varrer, cozinhar, pôr a roupa na máquina, a secar a roupa no estendal. Até as suas próprias calcinhas, quem as leva e seca é a prÓpria sogra. A preocupação dela logo de manhã, é a Internet o Facebook e o telemóvel. Tenho a pena da sogra, da minha mulher Natty, que depois de um dia árduo nas casas das patroas, três serviços diários... A Natty vem cansada, exausta e estoirada dos três serviços: - Do Engenheiro( 0 famoso Engenheiro!), -Patroa, -Escola! Chega a casa e ainda vai fazer tudo, desde o simples varrer a cozinha, lavar as casas de banho(duas), pôr a roupa na máquina,lavar pratos deixados sujos durante o dia,cozinhar, lavar a sala de estar, etc, etc. Apesar de atualmente não ser um fã da minha mulher(porque já não me liga), tenho muita pena dela! Ela tem esforçado muito ao longo desses dez meses para manter a casa sempre limpa, arranjada, asseada e impecável. Prior Velho,26 de Junho de 2012 MATTOS (NDO)

O AMOR/NÃO TEM COR/MAS SIM, O VIGOR/ E O FULGOR/

I Amar, É sentir Algo diferente Do normal, Do habitual. II Eu estou Nas nuvens Porque na terra, Estou E sou Desconhecido, Ignorado. III A minha mulher Já em mim não sente o prazer, Já não me conhece, Já não me reconhece, Já não me ama, Já não é a minha dama. IV E hoje, Estou na dúvida, Se já arranjou Um outro melhor Do que eu como o seu amor. V Em compensação, O meu coração Foi recebido Por um outro cândido, Puro E sincero. Pelo que estou totalmente Rendido E inerte. VI Os caprichos Dos bichos Machos, Pelas fêmeas Provocam(trazem) blasfémias Pelas gêmeas Esplêndidas, Lindas Como boas prendas. VII Aqui em Massamá À espera Da dama, Da senhora, Que não é Cassamá, Mas algo (mais) airoso Para qualquer moço. MASSAMÁ/DO)- 19H15M), 05 DE AGOSTO DE 2012 MATTOS(NDO )

NAPATH NDJI

I Os sétimo dia Da misercórdia, No pântano Humano, Procurei Ser rei, Indaguei Sobre o que pequei Neste mundo Injustiçado, Por que razões Das minhas preocupações, Das minhas aflições Constantes E permanentes. II Na roda Dos alimentos, Alguém completou Uma boda, Melhor dizendo, Alguém comemorou Uma fada, O caminho Do sonho De cada ser, Um prazer Que cada mulher, Que cada homem Tem No seu horizonte No seu semblante. III Acordo Bem cedo, Porque sou rejeitado, Sou rejeitado Na cama Pela minha dama Que já não me ama, Que já não me estima. IV Parece-me que o mundo Está caído, Está ruindo sobre mim E nada mais Dos demais Me está reconhecendo Como o seu amado, Como o seu querido, Parecendo O meu fim! V A praga Que alguém Está pagando, Melhor dizendo, Que este homem Está liqidando, Pelos pecados Que tem Cometendo Ao longo Dos anos Entre os oceanos Ou cada lago Que tem Vindo A percorrer E a conhecer. VI A rampa Que trepa Em cada dia, Tem sido Ruim, O sol que irradia A sua beleza Sobre a Natureza, Desde Kantoma, Quínara, Bolama, Pelundo, Canchungo, Catió, Nova Lamego, Évora, À Bombaim, Não tem contribuido Para a alegria Do menino Ndo. VII Os seus esforços Para os progressos, Têm sido fúteis, Têm sido inúteis Ao longo dos anos Em diversos terrenos. VII O seu coração Não tem encontrado O festim, Como tem sido Na casa do seu primo Joaquim O senhor Do Chão Manjaco, O sulco Do amor Em Utiacor. IX A razão da debandada Da vida, Dos seus filhos Na sua caminhada, Nos seus trilhos! X Peço a Deus, Em cada dia, No que padece e padecia, Que os ajude a encontrar o sol No rol Que cada um procurar E conceder-lhes a saúde E a felicidade! PRIOR VELHO (DO RUA DE MOÇAMBIQUE, LOTE Nº 137, 2º DTº, 2865-356) , 05 DE AGOSTO DE 2012 MATTOS (NDO)