quarta-feira, 10 de outubro de 2012
UM AFRICANO/GENUINO/NO PÂNTANO
I
Assim,
Até ao fim,
O africano
Continua
À procura do seu reino,
Porque confia
No futuro,
No que está no duro.
II
O africano
De pano
Em pleno
Oceano,
Como canoa
Onde voa,
Nada
Como um peixe
Que na água, confortavelmente, mexe
Com o rabo
Como se fosse o cabo
Onde está preso
No fosso.
III
Era
Nesse dia
Que ainda
Residia
O que se espera
Para evitar a queda.
IV
Um africano
Vindo
Do Reino
De Baboque,
De Basserel,
De Pelundo,
De Basserel,
De Cabique,
De Badjopi,
De Tchulam,
De Benitche
À demanda
Da comida,
Para a alegria
Da sua pópria
Família.
V
Mas este africano
Que só lhe resta
O sono,
A cama,
A angústia
Nesta Modéstia
Moradia
Alugada,
Arrendada,
Cuja renda
É bastante
Exorbitante
Para um emigrante,
Não descansa
E reza cada dia
Na misericórdia
Da Providência,
Que tenha sempre a força.
V
Um africano
Genuino,
Sem trono
Apenas o abandono,
O suborno
E sem sono,
Porque está no pântano.
VI
Um africano
Que já não tem
Dinheiro
Para pagar
Uma simples bica,
E,portanto,
Já nada
Pode pagar!
VII
A renda
Da casa
É uma grande dor
De cabeça,
Pois, já desde Setembro
Que estamos a dever
À senhoria,
Pois, tivemos que recorrer
À D. Emília,
À D. Nabia,
A nossa fiadora
Para cumprirmos
O nosso compromisso
Como Inquilino(s)
Há menos de mês.
VIII
A renda
De Outubro,
Está comprometida
Como a de Setembro,
Pois, não temos dinheiro!
Estamos à espera
Da benevolência
Do meu enteado
Hélénio Herédia,
De enviar 550 Euros
Para podermos pagar
A renda
Até a próxima 2ª feira,
O dia do meu aniversário!
IX
Que pena
Esta nossa sina!
Porque se pugna
Tanto na arena
Sem conseguir o resultado
Da faina
Neste mundo?
X
Eu tenho
Muita vergonha
De ser filhinho
De Nha
Nhanha,
À razão pelo que o meu filhinho,
Toninho
Tem a vergonha
De mim,
Porque não sou o delfim
Que queria,
Que pretendia!
SÃO SEBASTIÃO, LISBOA(5ª FEIRA- 12H29),04 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O DIA DO MEU ANIVERSÁRIO
I
Mais um ano
De vitória,
De alegria
Para a família,
Apesar
Da miséria,
Apesar
Da vigília,
Apesar
Da insónia.
II
Desempregado,
O sr. Ndo
Está pensativo
E sem objetivo
No horizonte
Na sua mente.
III
O destino
Maligno,
Reservou
A este menino
Africano,
O lodo,
O pântano,
Um fardo
Pesado,
Isto é,
De tudo
O privou.
IV
O império
Que pretendia
Edificar,
Implantar
Com muito sacrifício,
Eclipsou-se,
Desmoronou-se
Hoje em dia.
V
De longe,
Hoje,
Só lhe resta
O ultraje,
A recta
Infinita
Sem qualquer laje.
VI
O desempregado
"Ndo"
Está desvinculado
Da raiz
Do seu próprio país
E dos demais
Membros
Familiares,
Pares,
Lares
E outros!
VII
Vive
Unicamente
O prazer,
Como
um ser
Qualquer
Para não perecer,
Porque já não serve
Nenhum semelhante
Próximo,
Nem tão pouco a ele mesmo.
VIII
No entanto,
O desempregado
Está muito
Grato
A Deus,
Por ainda o ter proporcionado
Estar com os seus
Filhos queridos,
Familiares e amigos chegados.
IX
A esperança,
A força
E a coragem
Deste pajem,
Constituem os pilares
Que ainda o ligam aos familiares,
Os seus amores.
X
O seu desejo
À beira do Tejo,
É a saúde
E a felicidade
De todos
Os que ama,
De todos
Os que estima,
No seu âmago,
Porque no fundo,
Este desempregado,
É seu amigo.
XI
E a todos,
O meu grande obrigado,
Pelas felicitações
Vindas de todos
Os lados,
De todos
Os cantos,
Pelo meu aniversário.
Bem haja!
PV CITY(2ª), 08 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O CONTRATADO/ DESEMPREGADO/
I
A cada dia
Que passa,
Este govreno arrasa
A classe média;
Pisa
Os mais desfavorecidos,
Os desempregados,
Os contratados
Em vários empregos,
causando cada vez mais estragos,
E, consequentemente,os perigos
Da divisão
Da própria população.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
A SOMBRA/ QUE SE ESPERA/...
I
Mãe
Não é como o pai
Que nos abandona,
Que nos engana
E vai-se embora
Sem uma única palavra.
II
Em todas as horas,
Em todos os momentos
A mãe tem em mente
As imagens dos filhos
Que gerou
Do seu próprio ventre.
III
A Mãe
É um suporte,
Um estandarte,
Um pilar
Que não nos deixa vacilar
Uma mulher,
Um ser
Sensível,
Meigo,
Que encolhe o estômago,
Que faz todo o possível
E o impossível,
Para que todos tenham um abrigo,
Para que todos tenham alimento
Sob (debaixo do ) o mesmo tecto.
IV
A Mãe
Está
Sempre presente.
Mesmo ausente,
Nos protege,
Porque nunca está longe,
Porque, como nos ama,
Sempre nos estimula,
Sempre nos fala,
Nos anima;
Suporta
Tudo o que se lhe conta,
Tudo o que diz
Respeito
Aos seus filhos,
Porque quer
Que cada um seja filiz.
V
O Pai,
Esse "bandido"
Que está em todo
O lado,
Não sabe
Nada,
Não Sente
Nada
Pelos filhos.
VI
É um vigarista,
Um turista
Que apenas aldrabou,
Fintou
A mulher
Para ter
O prazer,
Saciar
A carne,
Fazer-se de hospede
E depois bazar...
VII
A Mãe,
É a sombra
que sempre se espera,
Porque nos sossega,
Porque é muito amiga.
ESAS(ESCOLA SECUNDÁRIA ALFREDO DA SILVA-3ªFEIRA), EM BARREIRO, 24 DE OUTUBRO DE 2006.
MATTOS(NDO)
NHA/ NHANHA/ É TODA MINHA
I
Minha mãe,
Meu pai,
Duas pessoas
Bastantes especiais
Pra mim.
II
Adoro-os
Bastante!
Eles estão
E estarão
Sempre no meu coração
Com muita emoção
E muita devoção.
III
Esta senhora,
De eztrema oçura,
De extrema candura,
Nasceu numa terra
Cheia de fartura
Para cada criatura!
IV
Segundo reza a história,
Essa senhora
Se chamaria
De Nhanha,
Que desconheço a sua "mantenha"(1)
Naturalmente(obviamente),a sua façanha
D,outrora.
V
As pessoas
Ao meu redor,
Tinham muitas mágoas,
Tinham muita dor
De me disserem a verdade,
Da real realidade
Da minha vivência,
Da minha existência.
VI
Essa senhora,
Essa criatura,
Que nuncavia a sua cara,
Se calhar, a Câmara
Onde nascera
Me possa auxiliar,
Me possa auxiliar
Com o seu retrato,
Com o seu rosto
Em outro ponto,
Para refriar o meu sentimento,
E,consequentemente,atenuar
O meu sentimento.
VII
Queria que essa fase triste
Da minha vida,
Fosse compensada
Pelos estudos
Dos meus filhos,
E que ficasse orgulhoso
Dos filhos
Ambiciosos
Que eu tenho,
O meu grande sonho!
VIII
Essa senhora,
Essa quimera,
Misteriosa,
Desconhecida
Pelo seu "kodé"(2)
Kambleche,
A sua própria mãe
Que se chamava,
Simplesmente Timanane,
Que significa
Na minha língua materna,
O manjaco,
Bem vestida, janota.
IX
Aos meus queridos filhos,
Francisco(Coloca,Neuzanda, Domingas(Duka Sammy) e António(Khalifane),
Quero que saibam
Que vos amo muito
E só o deixarei de fazer,
Com o fim da minha vida.
LISBOA, 22 DE JUNHO DE 2007.
MATTOS (NDO)
#1. Cumprimentos em crioulo(língua de comunicação na Guiné entre as várias tribos).
#2. 0 filho mais novo, o último, em crioulo.
O HOMEM/ E A SUA ORIGEM/
I
Muitas das vezes,
Algumas das pessoas,
Não sabem
As suas origens;
Não sabem
Donde descendem.
II
Mas lutam
Por elas próprias
Para conseguirem
As suas próprias imagens;
E, a partir delas,
Constituírem os seus impérios,
As suas origens,
As suas imagens,
Numa só palavra,
As suas raízes.
III
Outras,
Com histórias,
Com descendências,
Com referências
E deixam andar,
Isto é, estão-se nas tintas;
Não querem saber de nada,
Porque repousam em boas tendas;
São cobertas com boas mantas;
Não se esforçam,
Não lutam,
Não se empenham,
Porque ainda têm o esteio,
Ainda têm o suporte.
IV
No entanto,
Segundo a minha conceção de vida,
Essas pessoas deveriam esforçar-se
Ainda para preservarem a tradição,
Para manterem o seu próprio nome.
V
Khalifane,
Aquele que pensa
No dia de “fane”(1),
No amanhã
Que se sonha
Onde tudo se repousa.
VI
Com os pés
Bem assentes
Na terra,
Seja uma criatura
Simples e humilde,
Um ser com uma certa personalidade.
VII
Ó Khalifane,
Pensa no “fane”,
Aquele que te dignifique,
No amanhã,
Para não passar
Vergonha,
Para não passar
Humilhação,
Para não passar
Vexame,
Pelo grande nome
De Matos,
De Mengo,
Respetivamente,
Grande lavrador/grande agricultor
E grande comerciante.
Portanto,
Confie nas tuas forças,
Para venceres as tuas fraquezas.
VIII
Ó Docudjune,
Ó Khalifane,
Ó Timanane,
Ó Mattos,
Ó Mengo,
Quero que cada um de vós
Ilumine
O pequeno Khalifane.
MÊS(MERCADO DE ENCARNAÇÃO SUL- SÁBADO)LISBOA, 18 DE MARÇO DE 2006.
MATTOS (NDO)
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
O PALÁCIO/ DO SILÊNCIO/ E DO ÓCIO/
I
O rasgo
Do rego,
Do umbigo
Ou do estômago,
É sempre um perigo
Para qualquer
Amigo,
Para qualquer
Ser
Humano,
Em qualquer
Trono.
II
Acordar
Sem nada
Revelar,
Sem nada
Recordar
Do dia anterior,
É Buma dor
Que nos impõe calar
Às vezes
Ou mil vezes.
III
No palácio,,
Vivem:
O Rei,
A Raínha
E as duas princesas
Tão lindas e formosas!
Uma divisão
Tão ampla,
Tão vasta,
Imensa
Onde estão imersos
Estes intervenientes.
VOLVIDOS/, PASSADOS/ DEZASSEIS ANOS/EM PLENOS/SONOS/
I
Mãe “ESTE”,
Foi assim
Que partiste
E deixaste
Sem mais palavras
As tuas criaturas!
Foi o fim
De tudo
Que criaste
Neste Mundo.
II
E eu
Suportei,
Aguentei
O peso
Do teu
Excesso
Neste
Mundo,
Que eu
Apelido
De “ESTE”.
III
O choro
Da tua partida
Foi um coro
Em mais de uma década.
IV
Uma década
De sofrimento,
De pranto,
De susto
Em susto,
Por cada
Partida
Que a vida
Foi pregando
Ao teu ” Ndo “,
Querido
E amado
E aos teus filhos,
Que também seguiram os mesmos trilhos.
V
“ESTE”,
Apesar de tanto
Tempo
No espaço,
No meu peito,
Continua o meu afeto,
O mesmo laço
Afetivo,
Continuando com o mesmo objetivo,
Com a visão no mesmo campo.
VI
“ESTE”,
A mim,
Deixaste
A missão
De continuar
A amar,
A educar
Os nossos filhos,
Com os mesmos conselhos
E sempre te
Disse, sim,
Minha “ESTE”:
Comprometo-me
Em meu nome.
VII
Hoje,
Bem longe
Disso,
Nada se verifica,
Nada fica
Do que te
Prometi,
Pois, fracassei,
Pois, falhei.
E hoje,
Estou no fosso,
No lodo,
Estou totalmente
Fracassado,
Sempre desempregado,
Porque não sou de quadro,
Não sou de Setembro.
IX
Mãe “ESTE”,
Só TE
Prometo
Continuar a ter fé,
Enquanto tiver saúde,
Fazendo finca-pé,
Com a esperança,
Força
No mesmo projeto.
X
“ESTE”,
Continue a alimentar,
A iluminar,
A ensinar,
A mostrar
O caminho
Mais certo:
O sonho
Da vida
Regrada,
Sobretudo
Do teu querido
Toninho.
PV CITY (5ª FEIRA- 10H20M), 20 DE SETEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
QUE PENA/A MINHA SINA
I
Eu sou obrigado
A divagar
Em cada lugar
Pelo destino
Humano;
Sou obrigado a escrever,
Para não perecer!
II
A sina
Que me abandona,
Me ensina
A não estar triste
Em cada instante
E a seguir
Sempre em frente,
Sempre a sorrir.
III
Sorrir,
Para fingir
Que tudo está bem,
Para que ninguém
Entristeça
E que todos os meus,
Vivam
Na Graça
De Deus!
IV
Sou obrigado a escrever
E a descrever
Como estou a viver
Sem prazer
Da pessoa que eu amo,
Da pessoa que eu estimo.
PRIOR VELHO, 09 DE AGOSTO DE 2012
MATTOS (NDO)
SOU UM FILHO/, AQUELE EM QUE TINHA MUITO ORGULHO/
I
Baba,
Quando
É que acaba
O semba
Da loba
Da farroba?
II
De todas
As formas,
Lutei
Mesmo sem meios
Para conseguir as fadas,
Que todas
As damas
Anseiam !
III
Mas cada vez
Mais,
Deparo obstáculos
Das demais
Formas
Que me impedem
A concretização
Desses desideratos.
IV
Mas a luta,
Continua
Para a conquista
Séria
E digna,
Como a raça
Africana
Com muita esperança.
V
Não tenho nada,
Senão
Aqueles dois anjinhos
Que Deus me dera,
Que Deus me concedera
Com uma grande prenda,
A benção
Divina
Na minha condição
Humana!
VI
Eu não invejo
O que vejo.
Pugno
Com arrojo
Para conseguir
O que é digno,
O que é humano,
Sem nunca desistir!
VII
Eu sou uma pessoa
Que tem
Orgulho,
Quem tem
Pudor,
Que tem
Vergonha
Na cara.
Sou um homem
Que luta com muito suor,
E de carácter;
Quero sempre ser
Alguém
E alguma coisa ter,
Porque o meu pai
Fora
De trabalho
E também
Sou filho
De Nha
Nhanha.
VIII
Eu apenas,queria
Que o meu filho
Tivesse o orgulho
Do meu trabalho,
Apesar do meu falho!
Eu queria
Que o meu filho
Tivesse empenho
Naquilio que faz
E que vivesse em alegria
E em paz,
Trabalhando com responsabilidade
E dignidade!
IX
Peço a Deus,
Que oiça
A minha prece
Em cada dia,
Que conceda a misericórdia,
A força
Ao meu filho,
Para superar as várias
Tentações
De várias
E más copmpanhias!
X
Que Deus o ilumine
Como bisneto
De Khalifane,
De Docudjune,
Como neto de Farã Matos,
Neto de Tymanane!
PRIOR VELHO(SEXTA-FEIRA- 11H30- R. MOÇAMBIQUE, LOTE 137-2º DTº), 10 DE aGOSTO DE 2012.
MATTOS ( NDO )
terça-feira, 7 de agosto de 2012
O PASSEIO/, UM MEIO/ DE DEVANEIO/
I
Do Prior Velho,
À feira do Relógio,
E desta
Para o Prior Velho,
Encaminhei,
Caminhei
Sozinho
Reflectindo .
II
A solidão,
Obriga
Este cidadão,
A encontrar a solução
Que o liberte desta
Praga,
Desta
Chaga.
III
Há uns anos
Atrás,
Era feliz
Neste país,
Porque estava rodeado
De meninos
Que eram o meu mundo.
IV
Agora,
Vivo uma agrura,
Vivo uma mentira,
Uma palavra
Que me é bastante cara.
V
Do amor
Floreado,
Ei-me agora
Numa dor
Bastante dolorida,
Bastante dorida
Do amor fingido.
VI
Sou rejeitado
Na cama
Por uma
Dama,
Que tanto amava!
Era para mim,
Uma
Diva
Neste mundo,
Estando,
Presentemente,
Quase no meu fim
E muito triste.
VII
Ou já não existe
O amor
E apenas ,
A compaixão.
VIII
Fazemos o amor,
Quando ela
Pela compaixão
E não pela paixão,
Depois de tanta teimosia
E insistência
Da minha parte.
IX
Já não me deixa
Tocá-la,
Abraçá-la,
Acariciá-la,
Quanto mais beijá-la!
X
Será
Que a senhora
Tem nojo
Do meu beijo?
Depois de tantos anos?!
XI
Sinto
Muito,
Pelo sofrimento
Deste casamento,
Que está em desmoronamento,
Quiçá haja já um sujeito
Como substituto,
Um Engenheiro
Com muito
Dinheiro?!
XII
Escrevo,
Porque devo
Informar
O que está a passar
Atualmente,
Presentemente
Comigo.
XIII
Já não existe
Uma única mescla
Por parte
Dela,
De amor
E já não fala
Do seu grande amor,
Do seu "maridão",
Como ela
Me chamava
Outrora
Naquele tempo
Quando eu era
O outro "tipo",
Quando eu era
Alguém,
Porque hoje, sou um zé ninguém!
XIV
Agora
Estou apenas a trabalhar
Para pagar
As minhas pragas,
Para pagar os( meus) imensos pecados
Cometidos!
XV
Estou a escrever
Para denunciar
O meu estado
De espírito;
Para denunciar
O( meu) sofrimento
No casamento
Naquele apartamento,
Naquele tecto!
XVI
No silêncio,
Transmito
O meu desperdício,
Resultado do meu vício.
PV CITY(R. DE MOÇAMBIQUE, LT 137), 08 DE JULHO DE 2012
MATTOS ( NDO )
O CORAÇÃO MUITO MAGOADO
I
Saber
Que se ama
E que não é amado,
Que se troca
De cama
Por um amor do passado,
Que somos substituídos
Por amores do passado(antigos),
São dores
Profundas!
II
Tenho medo
De falar
Do Inácio;
Tenho medo
De falar
Do António(Tony);
Tenho medo
De falar
Do Mário,
Pois, são os meus rivais,
Não são homens banais,
Porque representam um passado
Bastante pesado,
Um passado
Com muito peso,
Como(segundo)eu penso.
III
Alguém
Que saiba
Ao fundo
O que é verdadeiramente
Amor;
Alguém
Que saiba
Piamente
E com rigor,
O que é amor ,
Tem
Pena e dor
De quem
Acaba nesta situação,
Nesta preocupação.
IV
Quem
Não tem
A dor
E só pensa
Num instante ,
Só pensa
Em frente,
E nada
Lhe apoquenta,
Nada
Lhe preocupa.
V
...Da lei
Que eu violei,
Que não assimilei,
OH! Santo Deus! (Pai de todas as criaturas),
Desta,
Não voltarei
A pisar,
A cometer!
VI
Páro
Aqui e espero
Que Deus me lave,
Que Deus me leve
Bem leve,
Para muito longe!
PV CITY, 26 DE JANEIRO DE 2004.
MATTOS ( NDO )
O MEU PEITO/ É UM LEITO/
I
O que eu sinto
No meu peito,
É uma mescla
De raiva
E de revolta.
II
Ninguém
Sabe,
Ninguém
Compreende,
Ninguém percebe
O que este
Homem
Tem
Na sua mente:
Perceber
E abraçar
Outros filhos
Que não são meus;
Mas fi-los
Como do meu próprio sangue.
LISBOA,29 DE JUNHO DE 2012.
MATTOS (NDO )
O TOQUE/DO BATUQUE/ EM BABOQUE/
I
Tomo a liberdade
E a ousadia
De falar
Da terra
Onde passei
A minha adolescência
E a minha juventude.
Solto
A língua
E berro
Como um touro
À procura do toureiro
Da minha terra:
Utiacor,
Pdtchimane,
Karronkan,
Bekul,
Bukukuth,
Pepal,
Utcunhe,
kanou,
Lompath,
Etc., etc...
lISBOA,29 DE JUNHO DE 2012.
MATTOS (NDO)
TANTA COIS/NESSA/CABEÇA/, PARA DIZER/ E PARA ESCREVER
I
Mamã
Que ama,
Que não desgosta,
Mesmo que alguém lhe bata,
Faz sempre mimo.
II
O pai,
A mesma coisa, Não remunga,
Não Zanga;
Teima
E engraça
III
O meu filho,
Anonimamente
Escreveu
E enviou-me uma mensagem dizendo:
Sentimos saudade
Em certos momentos
Da nossa vida
E de certas pessoas
Que passaram por elas.
Vim aqui dizer que sinto a sua falta"
IV
Com cansaço,
Com sono
ER sem descanso,
Este menino
Reflete o estado
De alma do NDO,
Um homem abandonado,
Rejeitado
Por todos.
V
Eu sou o tambor
De Utiacor.
Anuncio o amor
Para cada morador
Em redor.
VI
Procuro
Na imensidão,
O condão
Mais sincero,
Mais humano
E benigno
No planeta
Em que cada um habita.
VII
"Ndesane",
Filho de Nha
Nanha,
Também conhecida por Tymanane,
Neto de Docudjune,
E de Khallifane,
Está numa montanha
Inacessível
E impossível
De subir
E atingir.
Os seus gritos,
São assuntos
Nas bocas de todos
Os sujeitos,
Postos
Em todos
Os cantos,
De todos
Os quartos,
Em todos
Os lares,
Em todos
Os lugares
E em todos
Os momentos.
PV CITY, 29 DE JUNHO DE 2012.
MATTOS ( NDO )
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
A SINA/ DE QUEM ENSINA/
I
Há vinte e dois anos
Que estou nisso
E ainda não sei
Até quando
Esse rumo,
Sem prumo,
Terá o seu termo
Definitivo,
Colocando
Ndo
Como efectivo!
II
O mundo
Gira
À volta
Do sr. Ndo
E não pára
Com a sua órbita.
III
Já dei
Volta
Ao mundo,
Navegando
Com um rei
Desafogado
Em cada órbita,
Em cada floresta,
Em cada planeta,
Mas sem resultado
Desejado
E sonhado.
IV
Já ensinei
A milhares
De alunos
Que se formaram
Como doutores,
Engenheiros,
Arquitectos,
Mestres
De obras,
Mas ainda não me reformei,
Nem tão pouco
Encontrei
Um lugar cativo
Na educação,
Como era
O meu objectivo,
Como era
A minha ambição,
Desde
A Universidade
De Évora!
LISBOA, 29 DE JUNHO DE 2012.
MATTOS (NDO )
domingo, 5 de agosto de 2012
Reflexões de um homem
No dia 26 de Junho de 2012, Ndo escreveu para a Natty:
"Foste uma grande dama, porque amas o teu filho e os teus netos. De todas as formas que foste espinhada e que te pisaram,tu, portaste-te como uma grande mãe.! Provaste ao mundo e a todos os que te rodeiam, que o amor suplanta sempre qualquer atrito, qualquer ódio. Eu já não suportava mais ver-te sofrer, a fazer tudo, mesmo estando exausta, estoirada e doente.A postura perde-se, se se respondermos na mesma moeda, se respondermos à letra todas as provocações/reações exteriores.! Foste digna de uma mãe na verdadeira acepção da palavra.! Foste uma digna mãe africana! Por isso, felicito-te, mãe, neste aspecto; rendo-me aos teus encantos e aos seus atributos e às tuas virtudes. Agora, é a vez de também prestares atenção às meninas que escolheste como tuas filhas e também um pouco de atenção àquele que também escolheste como companheiro, como marido. As nossas relações estavam degradando dia após dia, porque já não tinhas mais tempo para nós(as tuas pequeninbas filhas e eu ). Sáudo-te pela paciência, tolerância e amor.
COM UMA SEBENTA/ E UMA CANETA/,NDO REGISTA/.
I
Livre
Quando niinguém
Não nos prende
E não ferimos ninguém
Também.
II
Em todos os momentos,
Eu estou sempre em conflitos
Comigo
Próprio,
Em monólogo,
Em diálogo,
Em trio
Como os outros
Nos meus encontros.
III
Em todos os momentos,
Tenho os problemas com os carros.
IV
Nunca tive
Um bom carro!
V
Sempre tenho
Carros,
Mas só sucatas!
V
Tenho relações
Frias,
Distantes
Com os que, comigo,
Coahabitam.
VI
Duarante quase um ano,
Suportámos
Mais de doze pessoas
Em casa!
Hoje, a casa,
Está a reduzir o seu peso,
Pois, a Macú
E os seus filhos,
Vão-se embora
Para a Guiné- Bissau,
Isto é, regressam(4 pessoas).
VII
Registo
Tudo
O que tenho
Visto ,
Bem como o que tenho
Ouvido
Ao longo desse tempo,
O desconhecido,
O incógnito,
Porque desde o meu nascimento
Que tem vindo
A acontecer cada facto
Imprevisto
No meu trajecto.(trajeto).
VIII
Desconhecendo
A própria mãe,
Só o pai
Me tem protegido
Desde a infãncia,
Pois a minha juventude
Tem sido
Entregue
Às andanças
E ao caminho
Do meu sonho.
IX
As dificuldades
Têm crescido
Dia
Após dia
Na minha vida.
X
Hoje,
Eu como um monge,
Rio
De vida
Ao próprio
Modo
Como tem sido
O meu passado.
XI
A Helma,
Mal se levanta
Da cama,
Todos vem cumprimentar:
" Bom dia, pai.
Bom dia, mãe,
Bom dia Kelcy,
Bom dia Ruth"....
Contrariamente
à própria mãe,
Que eu, constantemente
Cumprimento
E muitas das vezes, não me responde.
XII
A arrogância,
O abuso do poder
Económico...ela senta-se durante horas e horas
No sofá, teclando, vendo Facebook
Ou falando pelo telemóvel ou pelo telefone
E a todos sujeita e manda fazer qualquer coisa
E apenas a Net.......
XIII
Não ajuda a sogra em nada, não faz rogorosamente nada:varrer, cozinhar, pôr a roupa na máquina, a secar a roupa no estendal. Até as suas próprias calcinhas, quem as leva e seca é a prÓpria sogra. A preocupação dela logo de manhã, é a Internet o Facebook e o telemóvel.
Tenho a pena da sogra, da minha mulher Natty, que depois de um dia árduo nas casas das patroas, três serviços diários... A Natty vem cansada, exausta e estoirada dos três serviços:
- Do Engenheiro( 0 famoso Engenheiro!),
-Patroa,
-Escola!
Chega a casa e ainda vai fazer tudo, desde o simples varrer a cozinha, lavar as casas de banho(duas), pôr a roupa na máquina,lavar pratos deixados sujos durante o dia,cozinhar, lavar a sala de estar, etc, etc.
Apesar de atualmente não ser um fã da minha mulher(porque já não me liga), tenho muita pena dela!
Ela tem esforçado muito ao longo desses dez meses para manter a casa sempre limpa, arranjada, asseada e impecável.
Prior Velho,26 de Junho de 2012
MATTOS (NDO)
O AMOR/NÃO TEM COR/MAS SIM, O VIGOR/ E O FULGOR/
I
Amar,
É sentir
Algo diferente
Do normal, Do habitual.
II
Eu estou
Nas nuvens
Porque na terra,
Estou
E sou
Desconhecido,
Ignorado.
III
A minha mulher
Já em mim não sente o prazer,
Já não me conhece,
Já não me reconhece,
Já não me ama,
Já não é a minha dama.
IV
E hoje,
Estou na dúvida,
Se já arranjou
Um outro melhor
Do que eu como o seu amor.
V
Em compensação,
O meu coração
Foi recebido
Por um outro cândido,
Puro
E sincero.
Pelo que estou totalmente
Rendido
E inerte.
VI
Os caprichos
Dos bichos
Machos,
Pelas fêmeas
Provocam(trazem) blasfémias
Pelas gêmeas
Esplêndidas,
Lindas
Como boas prendas.
VII
Aqui em Massamá
À espera
Da dama,
Da senhora,
Que não é Cassamá,
Mas algo (mais) airoso
Para qualquer moço.
MASSAMÁ/DO)- 19H15M), 05 DE AGOSTO DE 2012
MATTOS(NDO )
NAPATH NDJI
I
Os sétimo dia
Da misercórdia,
No pântano
Humano,
Procurei
Ser rei,
Indaguei
Sobre o que pequei
Neste mundo
Injustiçado,
Por que razões
Das minhas preocupações,
Das minhas aflições
Constantes
E permanentes.
II
Na roda
Dos alimentos,
Alguém completou
Uma boda,
Melhor dizendo,
Alguém comemorou
Uma fada,
O caminho
Do sonho
De cada ser,
Um prazer
Que cada mulher,
Que cada homem
Tem
No seu horizonte
No seu semblante.
III
Acordo
Bem cedo,
Porque sou rejeitado,
Sou rejeitado
Na cama
Pela minha dama
Que já não me ama,
Que já não me estima.
IV
Parece-me que o mundo
Está caído,
Está ruindo
sobre mim
E nada mais
Dos demais
Me está reconhecendo
Como o seu amado,
Como o seu querido,
Parecendo
O meu fim!
V
A praga
Que alguém
Está pagando,
Melhor dizendo,
Que este homem
Está liqidando,
Pelos pecados
Que tem
Cometendo
Ao longo
Dos anos
Entre os oceanos
Ou cada lago
Que tem
Vindo
A percorrer
E a conhecer.
VI
A rampa
Que trepa
Em cada dia,
Tem sido
Ruim,
O sol que irradia
A sua beleza
Sobre a Natureza,
Desde Kantoma,
Quínara,
Bolama,
Pelundo,
Canchungo,
Catió,
Nova Lamego,
Évora,
À Bombaim,
Não tem contribuido
Para a alegria
Do menino Ndo.
VII
Os seus esforços
Para os progressos,
Têm sido fúteis,
Têm sido inúteis
Ao longo dos anos
Em diversos terrenos.
VII
O seu coração
Não tem encontrado
O festim,
Como tem sido
Na casa do seu primo Joaquim
O senhor
Do Chão
Manjaco,
O sulco
Do amor
Em Utiacor.
IX
A razão da debandada
Da vida,
Dos seus filhos
Na sua caminhada,
Nos seus trilhos!
X
Peço a Deus,
Em cada dia,
No que padece e padecia,
Que os ajude a encontrar
o sol
No rol
Que cada um procurar
E conceder-lhes a saúde
E a felicidade!
PRIOR VELHO (DO RUA DE MOÇAMBIQUE, LOTE Nº 137, 2º DTº, 2865-356) , 05 DE AGOSTO DE 2012
MATTOS (NDO)
domingo, 24 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
OS MILITARES/,SÃO OS AUTÊNTICOS ABUTRES/!
I
O meu país
Está de avesso!
Já não há paz,
Pelo que nãp pode haver sucesso,
Nem tão pouco progresso,
Porque não há liberdade,
Mas apenas a instabelidade !
II
Os militares
E os políticos
Fantoches,
Querem ser donos
Das nossas vidas!
Pensam que são proprietários
Da Guiné-Bissau!
Ninguém
É de ninguém!
Que haja a liberdade
A igualdade,
A fraternidade
E a justiça,
Para que cresça
Nesta Guiné,
Saudavelmente, uma criança!
III
Fazem
E desfazem,
Porque têm
Armas
Nas suas mãos,
À razão por que se sentem
Como senhores
Absolutos
Sobre os seus irmãos
E os condenam aos sofrimentos!
IV
Esses militares,
Que eu denomino de "abutres"
Querem poderes
A todo o custo,
Em todos os lugares,
Perpetuando muitas dores,
A muitos populares,
E muitos mortos.
V
A Guiné- Bissau
Está mergulhada
Numa situação
Sem precedentes
Com os novos dirigentes,
Utilizando a política
De terra queimada,
Torturando sem compaixão
Quem não calasse a boca.
VI
Apelo
À Comunidade Internacional,
Para advertir a esses abutres,
A esses loucos
Políticos
Que tenham o escrúpulo
Respeito pela vida humana,
Sobretudo o que a Constituição emana
Sobre a Declaração Universal
Dos direitos do Homem,
Duma forma incondicional,
Sem manobra de margem.
VII
Os sucessivos golpes de estado
Têm sido
Admitidos
Pela comunidade Internacional
Há mais de trinta anos!
VIII
Mas, agora,
Já chegou a hora,
De dizer, chega
De praga!
Basta!
A população
Está
Farta!
Está
Exausta!
O povo já não suporta!
O povo já não aguenta
Tantas instabilidades,
Tantas ilegalidades
Tantas perversidades,
Tantas impunidades!
Os políticos
Loucos,
Falhados,
São cúmplices
Dos militares
Abutres.
Os guineenses
Fazem preces
Para que esses
Senhores,
Cessem
Os seus abusos
E libertem
Os que não têm posses,
Os presos
Políticos,
Imediata e incondicionalmente,
Para evitarem
Futuros ajustes.
X
No século
XXI (um),
Já não se admite
Em lado nenhum,
Que um país
Seja governado
Por um louco,
Por um tolo,
Por ditadores,
Por militares.
XI
Apelo
Duma forma fraternal
E veemente
Aos meus conterrâneos,
Políticos
E militares,
Que tomaram pela força
O poder
Na Guiné,
À reposição
Da ordem institucinal
Legal
Do sr. Carlos Gomes Júnior,
Antes que seja tarde demais.
XI
O país
Precisa da paz,
Para a unidade e reconciliação
De todos os seus compatriotas
E para o empreendimento
Da Reconstrução Nacional.
XII
A Guiné-Bissau,
É de todos os Guineeenses!
É necessário o diálogo,
É necessário a coexistência pacífica,
Porque ela é de todos nós!
Cada um de nós,
Tem uma voz!
PV CITY(SÁ), 21 DE ABRIL DE 2012
MATTOS( NDO)
O meu país
Está de avesso!
Já não há paz,
Pelo que nãp pode haver sucesso,
Nem tão pouco progresso,
Porque não há liberdade,
Mas apenas a instabelidade !
II
Os militares
E os políticos
Fantoches,
Querem ser donos
Das nossas vidas!
Pensam que são proprietários
Da Guiné-Bissau!
Ninguém
É de ninguém!
Que haja a liberdade
A igualdade,
A fraternidade
E a justiça,
Para que cresça
Nesta Guiné,
Saudavelmente, uma criança!
III
Fazem
E desfazem,
Porque têm
Armas
Nas suas mãos,
À razão por que se sentem
Como senhores
Absolutos
Sobre os seus irmãos
E os condenam aos sofrimentos!
IV
Esses militares,
Que eu denomino de "abutres"
Querem poderes
A todo o custo,
Em todos os lugares,
Perpetuando muitas dores,
A muitos populares,
E muitos mortos.
V
A Guiné- Bissau
Está mergulhada
Numa situação
Sem precedentes
Com os novos dirigentes,
Utilizando a política
De terra queimada,
Torturando sem compaixão
Quem não calasse a boca.
VI
Apelo
À Comunidade Internacional,
Para advertir a esses abutres,
A esses loucos
Políticos
Que tenham o escrúpulo
Respeito pela vida humana,
Sobretudo o que a Constituição emana
Sobre a Declaração Universal
Dos direitos do Homem,
Duma forma incondicional,
Sem manobra de margem.
VII
Os sucessivos golpes de estado
Têm sido
Admitidos
Pela comunidade Internacional
Há mais de trinta anos!
VIII
Mas, agora,
Já chegou a hora,
De dizer, chega
De praga!
Basta!
A população
Está
Farta!
Está
Exausta!
O povo já não suporta!
O povo já não aguenta
Tantas instabilidades,
Tantas ilegalidades
Tantas perversidades,
Tantas impunidades!
Os políticos
Loucos,
Falhados,
São cúmplices
Dos militares
Abutres.
Os guineenses
Fazem preces
Para que esses
Senhores,
Cessem
Os seus abusos
E libertem
Os que não têm posses,
Os presos
Políticos,
Imediata e incondicionalmente,
Para evitarem
Futuros ajustes.
X
No século
XXI (um),
Já não se admite
Em lado nenhum,
Que um país
Seja governado
Por um louco,
Por um tolo,
Por ditadores,
Por militares.
XI
Apelo
Duma forma fraternal
E veemente
Aos meus conterrâneos,
Políticos
E militares,
Que tomaram pela força
O poder
Na Guiné,
À reposição
Da ordem institucinal
Legal
Do sr. Carlos Gomes Júnior,
Antes que seja tarde demais.
XI
O país
Precisa da paz,
Para a unidade e reconciliação
De todos os seus compatriotas
E para o empreendimento
Da Reconstrução Nacional.
XII
A Guiné-Bissau,
É de todos os Guineeenses!
É necessário o diálogo,
É necessário a coexistência pacífica,
Porque ela é de todos nós!
Cada um de nós,
Tem uma voz!
PV CITY(SÁ), 21 DE ABRIL DE 2012
MATTOS( NDO)
quinta-feira, 19 de abril de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
O POEMA/QUE TOMA/A MINHA ALMA/
I
Na alegria
E na tristeza,
Pego na caneta,
Escrevo
E descrevo
O estado da minha alma,
O que me apoquenta,
O que me atormenta,
O que me aflige
De perto e de longe.
II
Deus
Concedeu-me,
Deus
Deu-me
A força
Interior
De ter sempre o amor,
Guiado pela minha cabeça,
Em todas as circunstancias,
Em todas as peripécias,
Tendo sempre presente
Na minha mente,
Em cada instante,
O fulgor
Da pessoa humana
Nas sua existencia integral e plena.
III
Quando inicia
Cada ano civil,
Arrebata-me a paixão febril
Em escrever poesia,
Que indicia
O que efectivamente
Existe
Na minha mente,
A parte
Invisível do meu ser,
Em sempre querer
Vencer
No meu viver.
IV
Quero
Escrever
O que não consigo
Dizer
Em coro,
Em público,
Sobretudo
O que trago
No meu mundo
Hermético.
VI
Quero
Formular os meus melhores vostos
De um bom Ano Novo
Para todos os povos do mundo:
A paz,
O amor,
A harmonia,
A solidariedade,
A fraternidade,
A alegria,
A justiça
E a esperança.
PV CITY, 01 DE JANEIRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
Na alegria
E na tristeza,
Pego na caneta,
Escrevo
E descrevo
O estado da minha alma,
O que me apoquenta,
O que me atormenta,
O que me aflige
De perto e de longe.
II
Deus
Concedeu-me,
Deus
Deu-me
A força
Interior
De ter sempre o amor,
Guiado pela minha cabeça,
Em todas as circunstancias,
Em todas as peripécias,
Tendo sempre presente
Na minha mente,
Em cada instante,
O fulgor
Da pessoa humana
Nas sua existencia integral e plena.
III
Quando inicia
Cada ano civil,
Arrebata-me a paixão febril
Em escrever poesia,
Que indicia
O que efectivamente
Existe
Na minha mente,
A parte
Invisível do meu ser,
Em sempre querer
Vencer
No meu viver.
IV
Quero
Escrever
O que não consigo
Dizer
Em coro,
Em público,
Sobretudo
O que trago
No meu mundo
Hermético.
VI
Quero
Formular os meus melhores vostos
De um bom Ano Novo
Para todos os povos do mundo:
A paz,
O amor,
A harmonia,
A solidariedade,
A fraternidade,
A alegria,
A justiça
E a esperança.
PV CITY, 01 DE JANEIRO DE 2012.
MATTOS(NDO)
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