quarta-feira, 10 de outubro de 2012

UM AFRICANO/GENUINO/NO PÂNTANO

I Assim, Até ao fim, O africano Continua À procura do seu reino, Porque confia No futuro, No que está no duro. II O africano De pano Em pleno Oceano, Como canoa Onde voa, Nada Como um peixe Que na água, confortavelmente, mexe Com o rabo Como se fosse o cabo Onde está preso No fosso. III Era Nesse dia Que ainda Residia O que se espera Para evitar a queda. IV Um africano Vindo Do Reino De Baboque, De Basserel, De Pelundo, De Basserel, De Cabique, De Badjopi, De Tchulam, De Benitche À demanda Da comida, Para a alegria Da sua pópria Família. V Mas este africano Que só lhe resta O sono, A cama, A angústia Nesta Modéstia Moradia Alugada, Arrendada, Cuja renda É bastante Exorbitante Para um emigrante, Não descansa E reza cada dia Na misericórdia Da Providência, Que tenha sempre a força. V Um africano Genuino, Sem trono Apenas o abandono, O suborno E sem sono, Porque está no pântano. VI Um africano Que já não tem Dinheiro Para pagar Uma simples bica, E,portanto, Já nada Pode pagar! VII A renda Da casa É uma grande dor De cabeça, Pois, já desde Setembro Que estamos a dever À senhoria, Pois, tivemos que recorrer À D. Emília, À D. Nabia, A nossa fiadora Para cumprirmos O nosso compromisso Como Inquilino(s) Há menos de mês. VIII A renda De Outubro, Está comprometida Como a de Setembro, Pois, não temos dinheiro! Estamos à espera Da benevolência Do meu enteado Hélénio Herédia, De enviar 550 Euros Para podermos pagar A renda Até a próxima 2ª feira, O dia do meu aniversário! IX Que pena Esta nossa sina! Porque se pugna Tanto na arena Sem conseguir o resultado Da faina Neste mundo? X Eu tenho Muita vergonha De ser filhinho De Nha Nhanha, À razão pelo que o meu filhinho, Toninho Tem a vergonha De mim, Porque não sou o delfim Que queria, Que pretendia! SÃO SEBASTIÃO, LISBOA(5ª FEIRA- 12H29),04 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O DIA DO MEU ANIVERSÁRIO

I Mais um ano De vitória, De alegria Para a família, Apesar Da miséria, Apesar Da vigília, Apesar Da insónia. II Desempregado, O sr. Ndo Está pensativo E sem objetivo No horizonte Na sua mente. III O destino Maligno, Reservou A este menino Africano, O lodo, O pântano, Um fardo Pesado, Isto é, De tudo O privou. IV O império Que pretendia Edificar, Implantar Com muito sacrifício, Eclipsou-se, Desmoronou-se Hoje em dia. V De longe, Hoje, Só lhe resta O ultraje, A recta Infinita Sem qualquer laje. VI O desempregado "Ndo" Está desvinculado Da raiz Do seu próprio país E dos demais Membros Familiares, Pares, Lares E outros! VII Vive Unicamente O prazer, Como um ser Qualquer Para não perecer, Porque já não serve Nenhum semelhante Próximo, Nem tão pouco a ele mesmo. VIII No entanto, O desempregado Está muito Grato A Deus, Por ainda o ter proporcionado Estar com os seus Filhos queridos, Familiares e amigos chegados. IX A esperança, A força E a coragem Deste pajem, Constituem os pilares Que ainda o ligam aos familiares, Os seus amores. X O seu desejo À beira do Tejo, É a saúde E a felicidade De todos Os que ama, De todos Os que estima, No seu âmago, Porque no fundo, Este desempregado, É seu amigo. XI E a todos, O meu grande obrigado, Pelas felicitações Vindas de todos Os lados, De todos Os cantos, Pelo meu aniversário. Bem haja! PV CITY(2ª), 08 DE OUTUBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O CONTRATADO/ DESEMPREGADO/

I A cada dia Que passa, Este govreno arrasa A classe média; Pisa Os mais desfavorecidos, Os desempregados, Os contratados Em vários empregos, causando cada vez mais estragos, E, consequentemente,os perigos Da divisão Da própria população.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A SOMBRA/ QUE SE ESPERA/...

I Mãe Não é como o pai Que nos abandona, Que nos engana E vai-se embora Sem uma única palavra. II Em todas as horas, Em todos os momentos A mãe tem em mente As imagens dos filhos Que gerou Do seu próprio ventre. III A Mãe É um suporte, Um estandarte, Um pilar Que não nos deixa vacilar Uma mulher, Um ser Sensível, Meigo, Que encolhe o estômago, Que faz todo o possível E o impossível, Para que todos tenham um abrigo, Para que todos tenham alimento Sob (debaixo do ) o mesmo tecto. IV A Mãe Está Sempre presente. Mesmo ausente, Nos protege, Porque nunca está longe, Porque, como nos ama, Sempre nos estimula, Sempre nos fala, Nos anima; Suporta Tudo o que se lhe conta, Tudo o que diz Respeito Aos seus filhos, Porque quer Que cada um seja filiz. V O Pai, Esse "bandido" Que está em todo O lado, Não sabe Nada, Não Sente Nada Pelos filhos. VI É um vigarista, Um turista Que apenas aldrabou, Fintou A mulher Para ter O prazer, Saciar A carne, Fazer-se de hospede E depois bazar... VII A Mãe, É a sombra que sempre se espera, Porque nos sossega, Porque é muito amiga. ESAS(ESCOLA SECUNDÁRIA ALFREDO DA SILVA-3ªFEIRA), EM BARREIRO, 24 DE OUTUBRO DE 2006. MATTOS(NDO)

NHA/ NHANHA/ É TODA MINHA

I Minha mãe, Meu pai, Duas pessoas Bastantes especiais Pra mim. II Adoro-os Bastante! Eles estão E estarão Sempre no meu coração Com muita emoção E muita devoção. III Esta senhora, De eztrema oçura, De extrema candura, Nasceu numa terra Cheia de fartura Para cada criatura! IV Segundo reza a história, Essa senhora Se chamaria De Nhanha, Que desconheço a sua "mantenha"(1) Naturalmente(obviamente),a sua façanha D,outrora. V As pessoas Ao meu redor, Tinham muitas mágoas, Tinham muita dor De me disserem a verdade, Da real realidade Da minha vivência, Da minha existência. VI Essa senhora, Essa criatura, Que nuncavia a sua cara, Se calhar, a Câmara Onde nascera Me possa auxiliar, Me possa auxiliar Com o seu retrato, Com o seu rosto Em outro ponto, Para refriar o meu sentimento, E,consequentemente,atenuar O meu sentimento. VII Queria que essa fase triste Da minha vida, Fosse compensada Pelos estudos Dos meus filhos, E que ficasse orgulhoso Dos filhos Ambiciosos Que eu tenho, O meu grande sonho! VIII Essa senhora, Essa quimera, Misteriosa, Desconhecida Pelo seu "kodé"(2) Kambleche, A sua própria mãe Que se chamava, Simplesmente Timanane, Que significa Na minha língua materna, O manjaco, Bem vestida, janota. IX Aos meus queridos filhos, Francisco(Coloca,Neuzanda, Domingas(Duka Sammy) e António(Khalifane), Quero que saibam Que vos amo muito E só o deixarei de fazer, Com o fim da minha vida. LISBOA, 22 DE JUNHO DE 2007. MATTOS (NDO) #1. Cumprimentos em crioulo(língua de comunicação na Guiné entre as várias tribos). #2. 0 filho mais novo, o último, em crioulo.

O HOMEM/ E A SUA ORIGEM/

I Muitas das vezes, Algumas das pessoas, Não sabem As suas origens; Não sabem Donde descendem. II Mas lutam Por elas próprias Para conseguirem As suas próprias imagens; E, a partir delas, Constituírem os seus impérios, As suas origens, As suas imagens, Numa só palavra, As suas raízes. III Outras, Com histórias, Com descendências, Com referências E deixam andar, Isto é, estão-se nas tintas; Não querem saber de nada, Porque repousam em boas tendas; São cobertas com boas mantas; Não se esforçam, Não lutam, Não se empenham, Porque ainda têm o esteio, Ainda têm o suporte. IV No entanto, Segundo a minha conceção de vida, Essas pessoas deveriam esforçar-se Ainda para preservarem a tradição, Para manterem o seu próprio nome. V Khalifane, Aquele que pensa No dia de “fane”(1), No amanhã Que se sonha Onde tudo se repousa. VI Com os pés Bem assentes Na terra, Seja uma criatura Simples e humilde, Um ser com uma certa personalidade. VII Ó Khalifane, Pensa no “fane”, Aquele que te dignifique, No amanhã, Para não passar Vergonha, Para não passar Humilhação, Para não passar Vexame, Pelo grande nome De Matos, De Mengo, Respetivamente, Grande lavrador/grande agricultor E grande comerciante. Portanto, Confie nas tuas forças, Para venceres as tuas fraquezas. VIII Ó Docudjune, Ó Khalifane, Ó Timanane, Ó Mattos, Ó Mengo, Quero que cada um de vós Ilumine O pequeno Khalifane. MÊS(MERCADO DE ENCARNAÇÃO SUL- SÁBADO)LISBOA, 18 DE MARÇO DE 2006. MATTOS (NDO)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O PALÁCIO/ DO SILÊNCIO/ E DO ÓCIO/

I O rasgo Do rego, Do umbigo Ou do estômago, É sempre um perigo Para qualquer Amigo, Para qualquer Ser Humano, Em qualquer Trono. II Acordar Sem nada Revelar, Sem nada Recordar Do dia anterior, É Buma dor Que nos impõe calar Às vezes Ou mil vezes. III No palácio,, Vivem: O Rei, A Raínha E as duas princesas Tão lindas e formosas! Uma divisão Tão ampla, Tão vasta, Imensa Onde estão imersos Estes intervenientes.

VOLVIDOS/, PASSADOS/ DEZASSEIS ANOS/EM PLENOS/SONOS/

I Mãe “ESTE”, Foi assim Que partiste E deixaste Sem mais palavras As tuas criaturas! Foi o fim De tudo Que criaste Neste Mundo. II E eu Suportei, Aguentei O peso Do teu Excesso Neste Mundo, Que eu Apelido De “ESTE”. III O choro Da tua partida Foi um coro Em mais de uma década. IV Uma década De sofrimento, De pranto, De susto Em susto, Por cada Partida Que a vida Foi pregando Ao teu ” Ndo “, Querido E amado E aos teus filhos, Que também seguiram os mesmos trilhos. V “ESTE”, Apesar de tanto Tempo No espaço, No meu peito, Continua o meu afeto, O mesmo laço Afetivo, Continuando com o mesmo objetivo, Com a visão no mesmo campo. VI “ESTE”, A mim, Deixaste A missão De continuar A amar, A educar Os nossos filhos, Com os mesmos conselhos E sempre te Disse, sim, Minha “ESTE”: Comprometo-me Em meu nome. VII Hoje, Bem longe Disso, Nada se verifica, Nada fica Do que te Prometi, Pois, fracassei, Pois, falhei. E hoje, Estou no fosso, No lodo, Estou totalmente Fracassado, Sempre desempregado, Porque não sou de quadro, Não sou de Setembro. IX Mãe “ESTE”, Só TE Prometo Continuar a ter fé, Enquanto tiver saúde, Fazendo finca-pé, Com a esperança, Força No mesmo projeto. X “ESTE”, Continue a alimentar, A iluminar, A ensinar, A mostrar O caminho Mais certo: O sonho Da vida Regrada, Sobretudo Do teu querido Toninho. PV CITY (5ª FEIRA- 10H20M), 20 DE SETEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

QUE PENA/A MINHA SINA

I Eu sou obrigado A divagar Em cada lugar Pelo destino Humano; Sou obrigado a escrever, Para não perecer! II A sina Que me abandona, Me ensina A não estar triste Em cada instante E a seguir Sempre em frente, Sempre a sorrir. III Sorrir, Para fingir Que tudo está bem, Para que ninguém Entristeça E que todos os meus, Vivam Na Graça De Deus! IV Sou obrigado a escrever E a descrever Como estou a viver Sem prazer Da pessoa que eu amo, Da pessoa que eu estimo. PRIOR VELHO, 09 DE AGOSTO DE 2012 MATTOS (NDO)

SOU UM FILHO/, AQUELE EM QUE TINHA MUITO ORGULHO/

I Baba, Quando É que acaba O semba Da loba Da farroba? II De todas As formas, Lutei Mesmo sem meios Para conseguir as fadas, Que todas As damas Anseiam ! III Mas cada vez Mais, Deparo obstáculos Das demais Formas Que me impedem A concretização Desses desideratos. IV Mas a luta, Continua Para a conquista Séria E digna, Como a raça Africana Com muita esperança. V Não tenho nada, Senão Aqueles dois anjinhos Que Deus me dera, Que Deus me concedera Com uma grande prenda, A benção Divina Na minha condição Humana! VI Eu não invejo O que vejo. Pugno Com arrojo Para conseguir O que é digno, O que é humano, Sem nunca desistir! VII Eu sou uma pessoa Que tem Orgulho, Quem tem Pudor, Que tem Vergonha Na cara. Sou um homem Que luta com muito suor, E de carácter; Quero sempre ser Alguém E alguma coisa ter, Porque o meu pai Fora De trabalho E também Sou filho De Nha Nhanha. VIII Eu apenas,queria Que o meu filho Tivesse o orgulho Do meu trabalho, Apesar do meu falho! Eu queria Que o meu filho Tivesse empenho Naquilio que faz E que vivesse em alegria E em paz, Trabalhando com responsabilidade E dignidade! IX Peço a Deus, Que oiça A minha prece Em cada dia, Que conceda a misericórdia, A força Ao meu filho, Para superar as várias Tentações De várias E más copmpanhias! X Que Deus o ilumine Como bisneto De Khalifane, De Docudjune, Como neto de Farã Matos, Neto de Tymanane! PRIOR VELHO(SEXTA-FEIRA- 11H30- R. MOÇAMBIQUE, LOTE 137-2º DTº), 10 DE aGOSTO DE 2012. MATTOS ( NDO )

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O PASSEIO/, UM MEIO/ DE DEVANEIO/

I Do Prior Velho, À feira do Relógio, E desta Para o Prior Velho, Encaminhei, Caminhei Sozinho Reflectindo . II A solidão, Obriga Este cidadão, A encontrar a solução Que o liberte desta Praga, Desta Chaga. III Há uns anos Atrás, Era feliz Neste país, Porque estava rodeado De meninos Que eram o meu mundo. IV Agora, Vivo uma agrura, Vivo uma mentira, Uma palavra Que me é bastante cara. V Do amor Floreado, Ei-me agora Numa dor Bastante dolorida, Bastante dorida Do amor fingido. VI Sou rejeitado Na cama Por uma Dama, Que tanto amava! Era para mim, Uma Diva Neste mundo, Estando, Presentemente, Quase no meu fim E muito triste. VII Ou já não existe O amor E apenas , A compaixão. VIII Fazemos o amor, Quando ela Pela compaixão E não pela paixão, Depois de tanta teimosia E insistência Da minha parte. IX Já não me deixa Tocá-la, Abraçá-la, Acariciá-la, Quanto mais beijá-la! X Será Que a senhora Tem nojo Do meu beijo? Depois de tantos anos?! XI Sinto Muito, Pelo sofrimento Deste casamento, Que está em desmoronamento, Quiçá haja já um sujeito Como substituto, Um Engenheiro Com muito Dinheiro?! XII Escrevo, Porque devo Informar O que está a passar Atualmente, Presentemente Comigo. XIII Já não existe Uma única mescla Por parte Dela, De amor E já não fala Do seu grande amor, Do seu "maridão", Como ela Me chamava Outrora Naquele tempo Quando eu era O outro "tipo", Quando eu era Alguém, Porque hoje, sou um zé ninguém! XIV Agora Estou apenas a trabalhar Para pagar As minhas pragas, Para pagar os( meus) imensos pecados Cometidos! XV Estou a escrever Para denunciar O meu estado De espírito; Para denunciar O( meu) sofrimento No casamento Naquele apartamento, Naquele tecto! XVI No silêncio, Transmito O meu desperdício, Resultado do meu vício. PV CITY(R. DE MOÇAMBIQUE, LT 137), 08 DE JULHO DE 2012 MATTOS ( NDO )

O CORAÇÃO MUITO MAGOADO

I Saber Que se ama E que não é amado, Que se troca De cama Por um amor do passado, Que somos substituídos Por amores do passado(antigos), São dores Profundas! II Tenho medo De falar Do Inácio; Tenho medo De falar Do António(Tony); Tenho medo De falar Do Mário, Pois, são os meus rivais, Não são homens banais, Porque representam um passado Bastante pesado, Um passado Com muito peso, Como(segundo)eu penso. III Alguém Que saiba Ao fundo O que é verdadeiramente Amor; Alguém Que saiba Piamente E com rigor, O que é amor , Tem Pena e dor De quem Acaba nesta situação, Nesta preocupação. IV Quem Não tem A dor E só pensa Num instante , Só pensa Em frente, E nada Lhe apoquenta, Nada Lhe preocupa. V ...Da lei Que eu violei, Que não assimilei, OH! Santo Deus! (Pai de todas as criaturas), Desta, Não voltarei A pisar, A cometer! VI Páro Aqui e espero Que Deus me lave, Que Deus me leve Bem leve, Para muito longe! PV CITY, 26 DE JANEIRO DE 2004. MATTOS ( NDO )

O MEU PEITO/ É UM LEITO/

I O que eu sinto No meu peito, É uma mescla De raiva E de revolta. II Ninguém Sabe, Ninguém Compreende, Ninguém percebe O que este Homem Tem Na sua mente: Perceber E abraçar Outros filhos Que não são meus; Mas fi-los Como do meu próprio sangue. LISBOA,29 DE JUNHO DE 2012. MATTOS (NDO )

O TOQUE/DO BATUQUE/ EM BABOQUE/

I Tomo a liberdade E a ousadia De falar Da terra Onde passei A minha adolescência E a minha juventude. Solto A língua E berro Como um touro À procura do toureiro Da minha terra: Utiacor, Pdtchimane, Karronkan, Bekul, Bukukuth, Pepal, Utcunhe, kanou, Lompath, Etc., etc... lISBOA,29 DE JUNHO DE 2012. MATTOS (NDO)

TANTA COIS/NESSA/CABEÇA/, PARA DIZER/ E PARA ESCREVER

I Mamã Que ama, Que não desgosta, Mesmo que alguém lhe bata, Faz sempre mimo. II O pai, A mesma coisa, Não remunga, Não Zanga; Teima E engraça III O meu filho, Anonimamente Escreveu E enviou-me uma mensagem dizendo: Sentimos saudade Em certos momentos Da nossa vida E de certas pessoas Que passaram por elas. Vim aqui dizer que sinto a sua falta" IV Com cansaço, Com sono ER sem descanso, Este menino Reflete o estado De alma do NDO, Um homem abandonado, Rejeitado Por todos. V Eu sou o tambor De Utiacor. Anuncio o amor Para cada morador Em redor. VI Procuro Na imensidão, O condão Mais sincero, Mais humano E benigno No planeta Em que cada um habita. VII "Ndesane", Filho de Nha Nanha, Também conhecida por Tymanane, Neto de Docudjune, E de Khallifane, Está numa montanha Inacessível E impossível De subir E atingir. Os seus gritos, São assuntos Nas bocas de todos Os sujeitos, Postos Em todos Os cantos, De todos Os quartos, Em todos Os lares, Em todos Os lugares E em todos Os momentos. PV CITY, 29 DE JUNHO DE 2012. MATTOS ( NDO )

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A SINA/ DE QUEM ENSINA/

I Há vinte e dois anos Que estou nisso E ainda não sei Até quando Esse rumo, Sem prumo, Terá o seu termo Definitivo, Colocando Ndo Como efectivo! II O mundo Gira À volta Do sr. Ndo E não pára Com a sua órbita. III Já dei Volta Ao mundo, Navegando Com um rei Desafogado Em cada órbita, Em cada floresta, Em cada planeta, Mas sem resultado Desejado E sonhado. IV Já ensinei A milhares De alunos Que se formaram Como doutores, Engenheiros, Arquitectos, Mestres De obras, Mas ainda não me reformei, Nem tão pouco Encontrei Um lugar cativo Na educação, Como era O meu objectivo, Como era A minha ambição, Desde A Universidade De Évora! LISBOA, 29 DE JUNHO DE 2012. MATTOS (NDO )

domingo, 5 de agosto de 2012

Reflexões de um homem

No dia 26 de Junho de 2012, Ndo escreveu para a Natty: "Foste uma grande dama, porque amas o teu filho e os teus netos. De todas as formas que foste espinhada e que te pisaram,tu, portaste-te como uma grande mãe.! Provaste ao mundo e a todos os que te rodeiam, que o amor suplanta sempre qualquer atrito, qualquer ódio. Eu já não suportava mais ver-te sofrer, a fazer tudo, mesmo estando exausta, estoirada e doente.A postura perde-se, se se respondermos na mesma moeda, se respondermos à letra todas as provocações/reações exteriores.! Foste digna de uma mãe na verdadeira acepção da palavra.! Foste uma digna mãe africana! Por isso, felicito-te, mãe, neste aspecto; rendo-me aos teus encantos e aos seus atributos e às tuas virtudes. Agora, é a vez de também prestares atenção às meninas que escolheste como tuas filhas e também um pouco de atenção àquele que também escolheste como companheiro, como marido. As nossas relações estavam degradando dia após dia, porque já não tinhas mais tempo para nós(as tuas pequeninbas filhas e eu ). Sáudo-te pela paciência, tolerância e amor.

COM UMA SEBENTA/ E UMA CANETA/,NDO REGISTA/.

I Livre Quando niinguém Não nos prende E não ferimos ninguém Também. II Em todos os momentos, Eu estou sempre em conflitos Comigo Próprio, Em monólogo, Em diálogo, Em trio Como os outros Nos meus encontros. III Em todos os momentos, Tenho os problemas com os carros. IV Nunca tive Um bom carro! V Sempre tenho Carros, Mas só sucatas! V Tenho relações Frias, Distantes Com os que, comigo, Coahabitam. VI Duarante quase um ano, Suportámos Mais de doze pessoas Em casa! Hoje, a casa, Está a reduzir o seu peso, Pois, a Macú E os seus filhos, Vão-se embora Para a Guiné- Bissau, Isto é, regressam(4 pessoas). VII Registo Tudo O que tenho Visto , Bem como o que tenho Ouvido Ao longo desse tempo, O desconhecido, O incógnito, Porque desde o meu nascimento Que tem vindo A acontecer cada facto Imprevisto No meu trajecto.(trajeto). VIII Desconhecendo A própria mãe, Só o pai Me tem protegido Desde a infãncia, Pois a minha juventude Tem sido Entregue Às andanças E ao caminho Do meu sonho. IX As dificuldades Têm crescido Dia Após dia Na minha vida. X Hoje, Eu como um monge, Rio De vida Ao próprio Modo Como tem sido O meu passado. XI A Helma, Mal se levanta Da cama, Todos vem cumprimentar: " Bom dia, pai. Bom dia, mãe, Bom dia Kelcy, Bom dia Ruth".... Contrariamente à própria mãe, Que eu, constantemente Cumprimento E muitas das vezes, não me responde. XII A arrogância, O abuso do poder Económico...ela senta-se durante horas e horas No sofá, teclando, vendo Facebook Ou falando pelo telemóvel ou pelo telefone E a todos sujeita e manda fazer qualquer coisa E apenas a Net....... XIII Não ajuda a sogra em nada, não faz rogorosamente nada:varrer, cozinhar, pôr a roupa na máquina, a secar a roupa no estendal. Até as suas próprias calcinhas, quem as leva e seca é a prÓpria sogra. A preocupação dela logo de manhã, é a Internet o Facebook e o telemóvel. Tenho a pena da sogra, da minha mulher Natty, que depois de um dia árduo nas casas das patroas, três serviços diários... A Natty vem cansada, exausta e estoirada dos três serviços: - Do Engenheiro( 0 famoso Engenheiro!), -Patroa, -Escola! Chega a casa e ainda vai fazer tudo, desde o simples varrer a cozinha, lavar as casas de banho(duas), pôr a roupa na máquina,lavar pratos deixados sujos durante o dia,cozinhar, lavar a sala de estar, etc, etc. Apesar de atualmente não ser um fã da minha mulher(porque já não me liga), tenho muita pena dela! Ela tem esforçado muito ao longo desses dez meses para manter a casa sempre limpa, arranjada, asseada e impecável. Prior Velho,26 de Junho de 2012 MATTOS (NDO)

O AMOR/NÃO TEM COR/MAS SIM, O VIGOR/ E O FULGOR/

I Amar, É sentir Algo diferente Do normal, Do habitual. II Eu estou Nas nuvens Porque na terra, Estou E sou Desconhecido, Ignorado. III A minha mulher Já em mim não sente o prazer, Já não me conhece, Já não me reconhece, Já não me ama, Já não é a minha dama. IV E hoje, Estou na dúvida, Se já arranjou Um outro melhor Do que eu como o seu amor. V Em compensação, O meu coração Foi recebido Por um outro cândido, Puro E sincero. Pelo que estou totalmente Rendido E inerte. VI Os caprichos Dos bichos Machos, Pelas fêmeas Provocam(trazem) blasfémias Pelas gêmeas Esplêndidas, Lindas Como boas prendas. VII Aqui em Massamá À espera Da dama, Da senhora, Que não é Cassamá, Mas algo (mais) airoso Para qualquer moço. MASSAMÁ/DO)- 19H15M), 05 DE AGOSTO DE 2012 MATTOS(NDO )

NAPATH NDJI

I Os sétimo dia Da misercórdia, No pântano Humano, Procurei Ser rei, Indaguei Sobre o que pequei Neste mundo Injustiçado, Por que razões Das minhas preocupações, Das minhas aflições Constantes E permanentes. II Na roda Dos alimentos, Alguém completou Uma boda, Melhor dizendo, Alguém comemorou Uma fada, O caminho Do sonho De cada ser, Um prazer Que cada mulher, Que cada homem Tem No seu horizonte No seu semblante. III Acordo Bem cedo, Porque sou rejeitado, Sou rejeitado Na cama Pela minha dama Que já não me ama, Que já não me estima. IV Parece-me que o mundo Está caído, Está ruindo sobre mim E nada mais Dos demais Me está reconhecendo Como o seu amado, Como o seu querido, Parecendo O meu fim! V A praga Que alguém Está pagando, Melhor dizendo, Que este homem Está liqidando, Pelos pecados Que tem Cometendo Ao longo Dos anos Entre os oceanos Ou cada lago Que tem Vindo A percorrer E a conhecer. VI A rampa Que trepa Em cada dia, Tem sido Ruim, O sol que irradia A sua beleza Sobre a Natureza, Desde Kantoma, Quínara, Bolama, Pelundo, Canchungo, Catió, Nova Lamego, Évora, À Bombaim, Não tem contribuido Para a alegria Do menino Ndo. VII Os seus esforços Para os progressos, Têm sido fúteis, Têm sido inúteis Ao longo dos anos Em diversos terrenos. VII O seu coração Não tem encontrado O festim, Como tem sido Na casa do seu primo Joaquim O senhor Do Chão Manjaco, O sulco Do amor Em Utiacor. IX A razão da debandada Da vida, Dos seus filhos Na sua caminhada, Nos seus trilhos! X Peço a Deus, Em cada dia, No que padece e padecia, Que os ajude a encontrar o sol No rol Que cada um procurar E conceder-lhes a saúde E a felicidade! PRIOR VELHO (DO RUA DE MOÇAMBIQUE, LOTE Nº 137, 2º DTº, 2865-356) , 05 DE AGOSTO DE 2012 MATTOS (NDO)

domingo, 24 de junho de 2012

Na paz, Apraz A este rapaz Voltar atrás I Vivo o meu dia- A-dia, Cada vez Mais atormentado, Mais desgastado De tudo O que tinha sonhado. II Procuro No escuro Um tesouro, Um ouro Que não compro, E como um touro, Sinto um faro Onde nem sequer moro.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

sábado, 21 de abril de 2012

OS MILITARES/,SÃO OS AUTÊNTICOS ABUTRES/!

I
O meu país
Está de avesso!
Já não há paz,
Pelo que nãp pode haver sucesso,
Nem tão pouco progresso,
Porque não há liberdade,
Mas apenas a instabelidade !
 II

Os militares
E os políticos
Fantoches,
Querem ser donos
Das nossas vidas!
Pensam que são proprietários
Da Guiné-Bissau!
Ninguém
É de ninguém!
Que haja a liberdade
A igualdade,
A fraternidade
E a justiça,
Para que cresça
Nesta Guiné,
Saudavelmente, uma criança!

III
Fazem
E desfazem,
Porque têm
Armas
Nas suas mãos,
À razão por que se sentem
Como senhores
Absolutos
Sobre os seus irmãos
E os condenam aos sofrimentos!

IV
Esses militares,
Que eu denomino de "abutres"
Querem poderes
A todo o custo,
Em todos os lugares,
Perpetuando muitas dores,
A muitos populares,
E muitos mortos.

V

A Guiné- Bissau
Está mergulhada
Numa situação
Sem precedentes
Com os novos dirigentes,
Utilizando a política
De terra queimada,
Torturando sem compaixão
Quem não calasse a boca.

VI

Apelo
À Comunidade Internacional,
Para advertir  a esses abutres,
A esses loucos
Políticos
Que tenham o escrúpulo
Respeito pela vida humana,
Sobretudo o que a Constituição emana
Sobre a Declaração Universal
Dos direitos do  Homem,
Duma forma incondicional,
Sem manobra de margem.

VII

Os sucessivos golpes de estado
Têm sido
Admitidos
Pela comunidade Internacional
Há mais de trinta anos!

VIII

Mas, agora,
Já chegou a hora,
De dizer, chega
De praga!
Basta!
A população
Está
Farta!
Está
Exausta!
O povo já não suporta!
O povo já não aguenta
Tantas instabilidades,
Tantas ilegalidades
Tantas perversidades,
Tantas impunidades!

Os políticos
Loucos,
Falhados,
São cúmplices
Dos militares
Abutres.
Os guineenses
Fazem preces
Para que esses
Senhores,
Cessem
Os seus abusos
E libertem
Os que não têm posses,
Os presos
Políticos,
Imediata e incondicionalmente,
Para evitarem
Futuros ajustes.


X

No século
 XXI (um),
Já não se admite
Em lado nenhum,
Que um país
Seja governado
Por um louco,
Por um tolo,
Por ditadores,
Por militares.

XI

Apelo
 Duma forma fraternal
E veemente
Aos meus conterrâneos,
Políticos
E militares,
Que tomaram pela força
O poder
Na Guiné,
À reposição
Da ordem institucinal
Legal
Do sr. Carlos Gomes Júnior,
Antes que seja tarde demais.

XI

O país
Precisa da paz,
Para a unidade e reconciliação
De todos os seus compatriotas
E para  o empreendimento
Da Reconstrução Nacional.

XII

A Guiné-Bissau,
É de todos os Guineeenses!
É necessário  o diálogo,
É necessário a coexistência pacífica,
Porque ela é de todos nós!
Cada um de nós,
Tem uma voz!

PV CITY(SÁ), 21 DE ABRIL DE 2012

                                                            MATTOS( NDO)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

O POEMA/QUE TOMA/A MINHA ALMA/

I

Na alegria
E na tristeza,
Pego na caneta,
Escrevo
E descrevo
O estado da minha alma,
O que me apoquenta,
O que me atormenta,
O que me aflige
De perto e de longe.

II

Deus
Concedeu-me,
Deus
Deu-me
A força
Interior
De ter sempre o amor,
Guiado pela minha cabeça,
Em todas as circunstancias,
Em todas as peripécias,
Tendo sempre presente
Na minha mente,
Em cada instante,
O fulgor
Da pessoa humana
Nas sua existencia integral e plena.

III

Quando inicia
Cada ano civil,
Arrebata-me a paixão febril
Em escrever poesia,
Que indicia
O que efectivamente
Existe
Na minha mente,
A parte
Invisível do meu ser,
Em sempre querer
Vencer
No meu viver.


IV

Quero
Escrever
O que não consigo
Dizer
Em coro,
Em público,
Sobretudo
O que trago
No meu mundo
Hermético.

VI

Quero
Formular os meus melhores vostos
De um bom Ano Novo
Para todos os povos do mundo:
A paz,
O amor,
A harmonia,
A solidariedade,
A fraternidade,
A alegria,
A justiça
E a esperança.

PV CITY, 01 DE JANEIRO DE 2012.

MATTOS(NDO)