quarta-feira, 10 de outubro de 2012
UM AFRICANO/GENUINO/NO PÂNTANO
I
Assim,
Até ao fim,
O africano
Continua
À procura do seu reino,
Porque confia
No futuro,
No que está no duro.
II
O africano
De pano
Em pleno
Oceano,
Como canoa
Onde voa,
Nada
Como um peixe
Que na água, confortavelmente, mexe
Com o rabo
Como se fosse o cabo
Onde está preso
No fosso.
III
Era
Nesse dia
Que ainda
Residia
O que se espera
Para evitar a queda.
IV
Um africano
Vindo
Do Reino
De Baboque,
De Basserel,
De Pelundo,
De Basserel,
De Cabique,
De Badjopi,
De Tchulam,
De Benitche
À demanda
Da comida,
Para a alegria
Da sua pópria
Família.
V
Mas este africano
Que só lhe resta
O sono,
A cama,
A angústia
Nesta Modéstia
Moradia
Alugada,
Arrendada,
Cuja renda
É bastante
Exorbitante
Para um emigrante,
Não descansa
E reza cada dia
Na misericórdia
Da Providência,
Que tenha sempre a força.
V
Um africano
Genuino,
Sem trono
Apenas o abandono,
O suborno
E sem sono,
Porque está no pântano.
VI
Um africano
Que já não tem
Dinheiro
Para pagar
Uma simples bica,
E,portanto,
Já nada
Pode pagar!
VII
A renda
Da casa
É uma grande dor
De cabeça,
Pois, já desde Setembro
Que estamos a dever
À senhoria,
Pois, tivemos que recorrer
À D. Emília,
À D. Nabia,
A nossa fiadora
Para cumprirmos
O nosso compromisso
Como Inquilino(s)
Há menos de mês.
VIII
A renda
De Outubro,
Está comprometida
Como a de Setembro,
Pois, não temos dinheiro!
Estamos à espera
Da benevolência
Do meu enteado
Hélénio Herédia,
De enviar 550 Euros
Para podermos pagar
A renda
Até a próxima 2ª feira,
O dia do meu aniversário!
IX
Que pena
Esta nossa sina!
Porque se pugna
Tanto na arena
Sem conseguir o resultado
Da faina
Neste mundo?
X
Eu tenho
Muita vergonha
De ser filhinho
De Nha
Nhanha,
À razão pelo que o meu filhinho,
Toninho
Tem a vergonha
De mim,
Porque não sou o delfim
Que queria,
Que pretendia!
SÃO SEBASTIÃO, LISBOA(5ª FEIRA- 12H29),04 DE OUTUBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
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