sexta-feira, 25 de novembro de 2011

OS MEUS FILHOS/NOS MEUS OLHOS/

I
Os meus filhos
São as peças,
As lanças
Que afrouxam as desgraças
Que acompanham o meu percurso,
Em cada espaço,
Em cada momento
Funesto
Em que, heroicamente,
Resisto
Como um ser inerte.

II

Os meus filhos,
São tantos trilhos
Que ao longo da história
Da minha vida
Me têm dado muita alegria,
A razão essencial,
Fundamental
Da minha caminhada,
De longe
Até hoje,
Vou resistindo,
Vou vivendo,
Contra todas
As dificuldades,
Contra todas as vicissitudes.

III
Os meus filhos
São como os espelhos
Postos,
Colocados
Em todos
Em os quartos,
Em todos
Os cantos,
Em todos
Os ângulos,
Para que possa perspectivar
Os mais zelos
Que um ser
Deve ter,
Os cuidados
Que deve levar.

IV

Quando a solidão
Me arrebata,
Refugio-me na escrita
Para desbravar a escuridão
E encontrar a claridade
Que eleva a personalidade
Para novos horizontes,
Para espaços mais distantes
E recônditos,
Onde habitam outros sujeitos,
Mais radiantes
E confiantes
Num mundo melhor,
Com mais amor
E solidariedade.


V

A minha alegria
Reside
Na confiança
Que tenho
Na criança,
No sonho
Que alimento desde
A minha infância,
Adolescência,
Juventude,
Até a esta fase
Da terceira idade,
Da decrepitude,
Em que a crise
Se apodera
Da criatura.

Os meus filhos
São os meus ídolos,
Os meus ícones,
Como o são também os meus velhos,
Nhanha e Farã Matos,
Aqueles que me trouxeram ao mundo.

VI

Por eles,
Luto,
Por eles,
Combato,
Por eles,
Pugno
Como um ser humano
Digno,
Neste mundo dorido
E conturbado.


VII

O meu sonho
De sempre
Como um tigre,
É e sempre
Será
A sua saúde
E felicidade
Nesta terra.

VIII

Que conquistem,
Que procurem
O seu bem-estar
Com esforço,
Afinco,
Dignidade
E honestidade.

PV CITY, 26 DE NOVEMBRO DE 2011.

MATTOS ( NDO)

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