I II
Milagre Supersticioso
Do tigre E teimoso,
Que abre Faço
O seu sabre Cada verso
Sobre Manso
A lebre E mexo
Silvestre, Em cada laço
Faz febre Sem nexo,
Neste pobre Submerso
Nobre. Num poço.
III IV
A poesia As tristezas
É a fantasia Diversas,
Da pessoa Difusas
Solitária Em muitas cabeças,
Sem alegria, Patenteiam divisas
Vivendo na monotonia, Que não têm musas
Sem guia, Nas suas casas;
Nem mestria Mas sonham com justiças
Para concretizar a filosofia Em todas as balizas
Que o seu todo envolvia. Onde se encontram(habitam)crianças
Indefesas.
V VI
Hoje, E no final do dia,
Tão longe, A tristeza e a agonia
A azáfama Da morte
Dessa pobre alma, De um ente
Na loja do Cidadão, Querido:um sobrinho
A tratar o Bilhete Que me deixou tristonho
De Identidade, E triste
O cartão Toda a noite!
Do Cidadão, Bubacar! Bubacar! Bubacar!
O Cartão Na Guiné-Bissau
Do Utente, E eu sem nada puder
O Cartão Fazer!!!
De Contribuinte,
O Cartão
De Segurança Social
E o Registo Criminal
Em Odivelas
E ainda
A ida
À Câmara Municipal
De Loures.
Tantos corredores!
E tantas dores!
PV CITY, 11/11/11.
MATTOS (NDO)
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