quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O HOMEM/ E A SUA ORIGEM/

I Muitas das vezes, Algumas das pessoas, Não sabem As suas origens; Não sabem Donde descendem. II Mas lutam Por elas próprias Para conseguirem As suas próprias imagens; E, a partir delas, Constituírem os seus impérios, As suas origens, As suas imagens, Numa só palavra, As suas raízes. III Outras, Com histórias, Com descendências, Com referências E deixam andar, Isto é, estão-se nas tintas; Não querem saber de nada, Porque repousam em boas tendas; São cobertas com boas mantas; Não se esforçam, Não lutam, Não se empenham, Porque ainda têm o esteio, Ainda têm o suporte. IV No entanto, Segundo a minha conceção de vida, Essas pessoas deveriam esforçar-se Ainda para preservarem a tradição, Para manterem o seu próprio nome. V Khalifane, Aquele que pensa No dia de “fane”(1), No amanhã Que se sonha Onde tudo se repousa. VI Com os pés Bem assentes Na terra, Seja uma criatura Simples e humilde, Um ser com uma certa personalidade. VII Ó Khalifane, Pensa no “fane”, Aquele que te dignifique, No amanhã, Para não passar Vergonha, Para não passar Humilhação, Para não passar Vexame, Pelo grande nome De Matos, De Mengo, Respetivamente, Grande lavrador/grande agricultor E grande comerciante. Portanto, Confie nas tuas forças, Para venceres as tuas fraquezas. VIII Ó Docudjune, Ó Khalifane, Ó Timanane, Ó Mattos, Ó Mengo, Quero que cada um de vós Ilumine O pequeno Khalifane. MÊS(MERCADO DE ENCARNAÇÃO SUL- SÁBADO)LISBOA, 18 DE MARÇO DE 2006. MATTOS (NDO)

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