terça-feira, 7 de agosto de 2012
O PASSEIO/, UM MEIO/ DE DEVANEIO/
I
Do Prior Velho,
À feira do Relógio,
E desta
Para o Prior Velho,
Encaminhei,
Caminhei
Sozinho
Reflectindo .
II
A solidão,
Obriga
Este cidadão,
A encontrar a solução
Que o liberte desta
Praga,
Desta
Chaga.
III
Há uns anos
Atrás,
Era feliz
Neste país,
Porque estava rodeado
De meninos
Que eram o meu mundo.
IV
Agora,
Vivo uma agrura,
Vivo uma mentira,
Uma palavra
Que me é bastante cara.
V
Do amor
Floreado,
Ei-me agora
Numa dor
Bastante dolorida,
Bastante dorida
Do amor fingido.
VI
Sou rejeitado
Na cama
Por uma
Dama,
Que tanto amava!
Era para mim,
Uma
Diva
Neste mundo,
Estando,
Presentemente,
Quase no meu fim
E muito triste.
VII
Ou já não existe
O amor
E apenas ,
A compaixão.
VIII
Fazemos o amor,
Quando ela
Pela compaixão
E não pela paixão,
Depois de tanta teimosia
E insistência
Da minha parte.
IX
Já não me deixa
Tocá-la,
Abraçá-la,
Acariciá-la,
Quanto mais beijá-la!
X
Será
Que a senhora
Tem nojo
Do meu beijo?
Depois de tantos anos?!
XI
Sinto
Muito,
Pelo sofrimento
Deste casamento,
Que está em desmoronamento,
Quiçá haja já um sujeito
Como substituto,
Um Engenheiro
Com muito
Dinheiro?!
XII
Escrevo,
Porque devo
Informar
O que está a passar
Atualmente,
Presentemente
Comigo.
XIII
Já não existe
Uma única mescla
Por parte
Dela,
De amor
E já não fala
Do seu grande amor,
Do seu "maridão",
Como ela
Me chamava
Outrora
Naquele tempo
Quando eu era
O outro "tipo",
Quando eu era
Alguém,
Porque hoje, sou um zé ninguém!
XIV
Agora
Estou apenas a trabalhar
Para pagar
As minhas pragas,
Para pagar os( meus) imensos pecados
Cometidos!
XV
Estou a escrever
Para denunciar
O meu estado
De espírito;
Para denunciar
O( meu) sofrimento
No casamento
Naquele apartamento,
Naquele tecto!
XVI
No silêncio,
Transmito
O meu desperdício,
Resultado do meu vício.
PV CITY(R. DE MOÇAMBIQUE, LT 137), 08 DE JULHO DE 2012
MATTOS ( NDO )
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