RELATÓRIO DE AUTO-AVALIAÇÃO- FREAMUNDE
I
Eis a senda
Que de novo,
Me envolvo
À demanda
Do que não
tenho
E foi sempre
o meu sonho
Desde muito
novo.
II
Não deixado
Ser
derrotado
Pelos
problemas pessoais
E
familiares,
Acompanho
O desempenho
Dos meus
colegas
Em todos os
lugares,
Em todos os
sítios,
Em todos os
ofícios
E assim
ultrapassa todas as chagas.
III
Sem poder
Esquecer
O
sofrimento,
O tormento
Do meu
querido filho
Atualmente
em Lisboa,
Na minha
ausência,
Pela víbora
Da minha
senhora,
Que agora
Demonstra
A sua
verdadeira
Faceta
Duma dama
hipócrita.
IV
Tirou-lhe
tudo:
O quarto,
A cama,
O colchão,
O guarda
fato,
O espaço,
A televisão,
A casa de
banho,
A dispensa,
A comida
Que já não
cozinha
O
suficiente,
A carne que
assa,
Que grelha,
Mas que não
chega
Para ele…!
V
O pretexto
Desta
Cobra,
Desta
víbora,
Desta
senhora
Tem sido a
mesma;
O drama
Da dama
Que não ama,
Disfarça,
Engana,
Fita
Os que não a
conhecem,
Os que não a
conhecem
De perto,
Dos que não
convivem diariamente
Com ela.
VI
E eu sofro
Porque adoro
A ambos;
Todos são os
meus cacimbos,
Os que me
despertam para a vida,
Para a
caminhada
De cada
Madrugada.
VII
OH! Santo
António!
O padrinho
Do meu
António,
Do meu
filhinho!
Vinde ao meu
(nosso) auxílio!
Dai-me o
alívio
De tanto martírio!
Levai-me
para o purgatório
Antes da
minha morte
E protejais
aquele inocente!
VIII
Oh ! Santo
António,
O sofrimento
Deste
sujeito
É tão óbvio
Mesmo para
qualquer símio,
Mas que as
pessoas não descobrem,
Que as
pessoas não vêem
No seu rasto
Enrugado e
já quase roto!
IX
Enquanto uns
riem,
O menino
Ndo,
Aqui apunhalado ,
Chora
A amargura,
A tortura
Do seu filho
Algures
Em Lisboa,
Ali no
concelho,
A mágoa
De quem
Não tem
Ninguém!
X
Foi Deus
Que quis
Que
estivesse
A passar
estes momentos
Tão
delicados
Ou minha
inconsciência
Como pessoa
humana,
Caindo em
maus caminhos,
Nos braços
duma víbora,
Pensando que
me amara
Na
verdadeira
Aceção da
palavra!
XI
O que
desilusão
Duma paixão
Que já dura
há mais de três décadas!
Feridas
Que levarão
Uma geração
A
cicatrizar-se!
É como de
uma crise
Se tratasse!
XII
OH! Que
visão
Míope
Do príncipe
De Pelundo,
Do Príncipe
De Baboque,
Do príncipe
De Utiacôr,
Em
Banjumpôr,
Traído
Pela pessoa
que muito amara,
Que muito
confiara
Como que se
estivesse
A receber
nesta crise,
Um cheque
Nas mãos
duma deusa
Formosa!
XIII
Na Escola
Secundária
De Freamunde,
O silêncio
Não abala
A minha
seriedade
Como
professor
De História,
Apesar da
dor
Que quase me
lança
Para o
precipício
Neste
momento;
Momento
Que me
arrasa,
Momento
Tão conturbado
Para o
menino Ndo!
Santo
António,
Dê forças
Para o
menino António
Neste
momento de grande sofrimento!
ESCOLA
FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA, QUINTA –FEIRA, 08H 40 MINUTOS), 13 DE JUNHO DE
2013.

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