sexta-feira, 5 de julho de 2013

RELATÓRIO DE AUTO-AVALIÇÃO/ FREAMUNDE



RELATÓRIO DE AUTO-AVALIAÇÃO-                             FREAMUNDE

I
Eis a senda
Que de novo,
Me envolvo
À demanda
Do que não tenho
E foi sempre o meu sonho
Desde muito novo.

    II
Não deixado
Ser derrotado
Pelos problemas pessoais
E familiares,
Acompanho
O desempenho
Dos meus colegas
Em todos os lugares,
Em todos os sítios,
Em todos os ofícios
E assim ultrapassa todas as chagas.

III
Sem poder
Esquecer
O sofrimento,
O tormento
Do meu querido filho
Atualmente em Lisboa,
Na minha ausência,
Pela víbora
Da minha senhora,
Que agora
Demonstra
A sua verdadeira
Faceta
Duma dama hipócrita.

IV

Tirou-lhe tudo:
O quarto,
A cama,
O colchão,
O guarda fato,
O espaço,
A televisão,
A casa de banho,
A dispensa,
A comida
Que já não cozinha
O suficiente,
A carne que assa,
Que grelha,
Mas que não chega
Para ele…!



  V

O pretexto
Desta
Cobra,
Desta víbora,
Desta senhora
Tem sido a mesma;
O drama
Da dama
Que não ama,
Disfarça,
Engana,
Fita
Os que não a conhecem,
Os que não a conhecem
De perto,
Dos que não convivem diariamente
Com ela.

VI

E eu sofro
Porque adoro
A ambos;
Todos são os meus cacimbos,
Os que me despertam para a vida,
Para a caminhada
De cada
Madrugada.

VII
OH! Santo António!
O padrinho
Do meu António,
Do meu filhinho!
Vinde ao meu (nosso) auxílio!
Dai-me o alívio
De tanto martírio!
Levai-me para o purgatório
Antes da minha morte
E protejais aquele inocente!

VIII

Oh ! Santo
António,
O sofrimento
Deste sujeito
É tão óbvio
Mesmo para qualquer símio,
Mas que as pessoas não descobrem,
Que as pessoas não vêem
No seu rasto
Enrugado e já quase roto!





IX

Enquanto uns riem,
O menino
Ndo,
Aqui  apunhalado ,
Chora
A amargura,
A tortura
Do seu filho
Algures
Em Lisboa,
Ali no concelho,
A mágoa
De quem
Não tem
Ninguém!


           X

Foi Deus
Que quis
Que estivesse
A passar estes momentos
Tão delicados
Ou minha inconsciência
Como pessoa humana,
Caindo em maus caminhos,
Nos braços duma víbora,
Pensando que me amara
Na verdadeira
Aceção da palavra!

XI

O que desilusão
Duma paixão
Que já dura há mais de três décadas!
Feridas
Que levarão
Uma geração
A cicatrizar-se!
É como de uma crise
Se tratasse!

XII
OH! Que visão
Míope
Do príncipe
De Pelundo,
Do Príncipe
De Baboque,
Do príncipe
De Utiacôr,
Em Banjumpôr,
Traído
Pela pessoa que muito amara,
Que muito confiara
Como que se estivesse
A receber nesta crise,
Um cheque
Nas mãos duma deusa
Formosa!


XIII
Na Escola
Secundária
De Freamunde,
O silêncio
Não abala
A minha seriedade
Como professor
De História,
Apesar da dor
Que quase me lança
Para o precipício
Neste momento;
Momento
Que me arrasa,
Momento
 Tão conturbado
Para o menino Ndo!

Santo
António,
Dê forças
Para o menino António
Neste momento de grande sofrimento!



ESCOLA FREAMUNDE( PAÇOS DE FERREIRA, QUINTA –FEIRA, 08H 40 MINUTOS), 13 DE JUNHO DE 2013.

                            KANKAMBAL- MATTOS FERREIRA (NDO

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