O QUE O DESTINO
RESERVA
A ESTE AFRICANO
DEPOIS DA GRANDE”SOVA”?
I
Escolhemos
Sempre
O que semeámos,
O que plantámos,
Duma
Forma
Suave,
Leve
Ou acre.
II
Nunca sabemos,
Nunca prevemos
As consequências
Dos nossos atos,
Das nossas ações,
Porque não somos
Bruxos,
Porque não somos
Adivinhos.
III
Amamos,
Mas não sabemos
Ao certo
Qual o afeto
Daquele ou daquela que amamos,
Porque no momento,
Qual joga
Consoante o seu sentimento;
Navega,
Conforme o seu objetivo
E nunca revela
O seu lado nocivo,
A sua verdadeira
Cara
Ou costela.
IV
O amor,
É um jogo?
Um instinto
Animal
Distinto
Pelo racional,
E não apenas pelo emocional?
V
Mas se o amor,
For
Encarado,
Levado
Na perspetiva
E na verdadeira
Aceção da palavra,
Há quem salva,
Isto é, o resultado
Final,
Terá que ter um ganhador
E um perdedor.
Haverá sempre um mal.
VI
O amor,
Não deveria ter
Um vencedor
E um vencido.
O seu desfecho,
O despacho
Deveria ser,
De um empate,
Que a ambos, contente.
VII
Mas a idealidade,
É infelizmente
Diferente
Da realidade.
O amor processa-se independentemente
De cada vontade
Subjetiva,
Não objetiva.
VIII
Os atores
Movimenta-se nos corredores,
Segundo os seus intentos,
Seus projetos,
Submetem-se aos caprichos
Um do outro,
Num espetro,
Enquanto existirem trechos.
IX
No amor,
Os fracos,
Os débeis,
Os sensíveis,
Sucumbem
Nos buracos
Dos becos,
Porque não percebem
Que os seus pares,
Seus amores,
São lobos,
Que tinham curvado,
Que tinham escondido
Os seus rabos.
X
É agora
Nessa altura
Que surgem
Os críticos,
Aqueles que fingem
E empurram
Para os buracos
Mais fundos,
Esses débeis,
Esses seres frágeis,
Que eram cegos,
Meigos,
Esses seres que se tornam
Fúteis,
Inúteis
E são atirados
Para baixo,
Para o lixo,
Regados
Pelo ( com ) o repuxo
Dos poderosos,
Dos impiedosos,
Insensíveis
As dores
Daqueles ou aquelas que( foram ?) os seus amores,
Enquanto atores.
XI
No amor,
Reside
A eficácia,
Depende
Da inteligência,
Da astúcia
De cada ator,
E o desprevenido,
Tomba
Ou acaba
Sempre, por tombar
Neste nosso mundo.
XII
Mas a vida
Continua!
Nada
Para;
Tudo voa,
Enquanto ainda
Se respira
E se tem a saúde,
Para enfrentar cada dificuldade,
Cada embate!
À frente,
É o caminho
Do sonho,
Em cada espinho!
FREAMUNDE (PAÇOS DE FERREIRA- SÁB. -11H45 MINUTOS), 13 DE
JULHO DE 2013.
KAMBAL-
MATTOS FERREIRA (NDO)

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